sábado, 22 de agosto de 2026

Breves observações sobre a minha experiência por 14 anos com uma ratonera valenciana

Por 14 anos, tive o privilégio de disfrutar da amizade da Vanessa, uma cachorrinha da raça Gos Rater Valencià que eu peguei ainda filhotinha com só 50 dias numa feirinha de adoção em Porto Alegre em julho de 2012, acreditando tratar-se de uma autêntica vira-lata, sem saber que a raça também conhecida como ratonero valenciano havia sido reconhecida oficialmente apenas na Espanha já em 2004, e cujo reconhecimento a nível internacional deu-se apenas em 2022 quando ela já tinha 10 anos. Um problema de fígado, decorrente da idade e que já vinha se manifestando esporadicamente nos últimos 4 anos, foi o que tornou inevitável a eutanásia no começo desse mês, além de uma ulceração de córnea ter causado a perda da visão do olho esquerdo da Vanessa ainda no ano passado, embora o glaucoma no olho direito diagnosticado aos 12 anos permanecesse sob controle mediante uso de colírio duas vezes por dia. Minha primeira experiência com essa raça específica, frequentemente confundida tanto com o fox paulistinha quanto com o rat terrier, e também com o fox chileno/terrier chileno em interações com turistas chilenos principalmente durante verões em Florianópolis, me surpreendeu pela inteligência e personalidade forte que a Vanessa demonstrava em algumas situações, a ponto de certa vez a veterinária dizer que ela estava me "manobrando" para ganhar comida em vez da ração, embora essa tenha sido apenas uma dentre tantas ocasiões que me fizeram questionar alguns rankings que classificam outras raças mais famosas como sendo as mais inteligentes.
Embora o ratonero valenciano tenha sido selecionado para a caça de pequenos roedores que se deixados sem controle poderiam destruir as lavouras ou causar danos à produção em celeiros e armazéns após a colheita, desde lebres até ratões-do-banhado passando por ratos comuns que se escondiam entre fardos de feno nos estábulos, trata-se de uma raça facilmente adaptável a uma vida mais urbana e até morar em apartamento, embora goste de passeios eventualmente mais longos do que eu às vezes considerava antes de sair com a Vanessa. Definitivamente eu não recomendaria um ratonero valenciano para quem prefere uma vida mais reclusa, e talvez até faça sentido atribuir à Vanessa algumas interações inusitadas que eu tive com gente dos mais variados perfis especificamente por causa dela, desde patricinhas que ficavam surpresas com a procedência dela de uma feirinha de adoção em vez de uma pet-shop e a fotogenicidade dela até ficar sabendo que uma veterinária de nome Vanessa morava a meia quadra de distância... Ainda pretendo ter outro cachorro futuramente, e a preferência é por um vira-lata pelo mesmo motivo que me levou à feirinha de adoção em 2012 que foi uma recusa em pagar um preço exorbitante por um filhote de raça enquanto vira-latas estavam disponíveis para adoção, mas ainda considero pouco provável eu levar outra vez o filhote dominante da ninhada como aconteceu com a Vanessa, e já havia acontecido com um pinscher marrom curitibano que eu tive quando era pequeno e que foi o único cachorro meu nascido fora do Rio Grande do Sul ou de Santa Catarina.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Por favor, comente apenas em Português ou em Espanhol.

Please, comment only in Portuguese or Spanish.
In doubt, check your comments with the Google Translate.

Since July 13th, 2011, comments in other languages won't be published.