segunda-feira, 13 de março de 2023
LML Star 200-4S, uma cópia da Vespa clássica mas com motor 4-tempos
Em função de regulamentações de emissões cada vez mais rígidas, em 2009 ocorreu a substituição do motor 2-tempos de 150cc que deu lugar a um de 200cc e 4-tempos que acompanhou o modelo até o fim da produção no mesmo ano que a fábrica encerrou as atividades, e havia sido desenvolvido em parceria com a Daelim que é uma das fábricas de motos mais importantes da Coréia do Sul.
Um modelo que poderia ter agradado a fãs da clássica Vespa, além do mais que a LML chegou a ter um convênio anterior com a Piaggio e portanto dizer que seja uma cópia clandestina seria um equívoco, e a combinação de um motor 4-tempos mais adequado às expectativas do público moderno com relação à economia de combustível e a políticas de controle de emissões mais rígidos, hoje é uma raridade, com esse exemplar do ano 2012 tendo sido o único que eu vi ao vivo em Porto Alegre.
quinta-feira, 9 de março de 2023
5 motivos para o Jeep CJ-5 ter sido um dos veículos mais importantes na história da indústria automotiva brasileira
1 - chegou em alguns momentos a ser o carro 0km mais barato do Brasil: naturalmente pelo fato de ser um veículo utilitário de concepção tradicional, priorizava a função sobre a forma, e assim apesar da complexidade da tração 4X4 que equipou a imensa maioria dos exemplares de fabricação brasileira, foi priorizada a austeridade desde o início da montagem no país em 1954 ainda com peças importadas até a produção efetivamente nacional entre 1957 e 1983. Certamente a carroceria aberta, que frequentemente recebia capotas e portas de lona fornecidas por fabricantes independentes de acessórios, era outro fator que diminuía o custo de fabricação e o preço de tabela;
2 - teve o primeiro motor a gasolina feito no Brasil: contrariando alguns céticos que apontavam o clima do país como um empecilho para a fundição de blocos de motor, já em 1959 a Willys-Overland do Brasil produzia o motor BF-161 "Hurricane" de 6 cilindros em Taubaté. Mais emblemático foi o fato dessa mesma fábrica, já após a operação brasileira da Willys-Overland ter sido vendida à Ford, ter até exportado motores de projeto mais moderno para os Estados Unidos;
3 - produção continuada por mais de 1 fabricante: com a fusão entre a Willys-Overland do Brasil e a Ford em 1967, a linha Jeep teve continuidade até 1983. Naturalmente a adoção do Jeep pelos militares já tornava a operação bastante rentável, bem como o desbravamento de novas fronteiras agrícolas e até o uso em serviços pesados no ambiente urbano;
4 - polivalência: embora o público urbano generalista já tenha chegado a subestimar ainda mais o Jeep CJ-5 em outras épocas, tanto pelos estereótipos depreciativos à população interiorana quanto a própria rusticidade contrastar com as pretensões mais sofisticadas de modelos declaradamente urbanos, no fim das contas o porte bastante compacto de um Jeep tradicional comparado a diversos carros compactos é mais conveniente do que poderia parecer num primeiro momento. E apesar de hoje ser mais visto em usos ocasionais de lazer, até relativamente pouco tempo atrás ainda era fácil ver com certa frequência exemplares do modelo em uso cotidiano normal;
5 - definição de parâmetros para homologação de SUVs modernos: quem hoje compra um SUV de concepção moderna, já muito distante das premissas estritamente utilitárias, se hoje pode contar com um motor Diesel é beneficiado pela classificação como "utilitário" com base nas capacidades de tração 4X4 definidas ainda durante o ciclo de produção continuada do Jeep CJ-5 nas mãos da Ford, permitindo a modelos com capacidade de carga abaixo de uma tonelada e acomodação para menos de 9 passageiros além do motorista serem equipados com motor Diesel se tivessem tração 4X4 com reduzida. O mais curioso é que, embora no exterior tenha sido oferecida a opção por um motor Perkins, nenhum Jeep CJ-5 brasileiro saiu de fábrica com motores Diesel.
quinta-feira, 2 de março de 2023
Polo Track: vencida a última barreira para a Volkswagen do Brasil ter uma linha mais próxima à de mercados internacionais?
quarta-feira, 1 de março de 2023
Yamaha Ténéré clássica na cor mais tradicional
Com exceção de um bauleto moderno, que acaba destoando do estilo do conjunto, a originalidade estava bem preservada nessa Ténéré quando eu a avistei a uma certa distância, sendo impossível resistir aos encantos de uma das motocicletas mais marcantes da história...
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
Onde foi que a General Motors do Brasil errou com a tentativa de firmar a marca GMC para a linha de utilitários?
A estratégia de vender um mesmo modelo por diferentes marcas, ou similares com poucas mudanças, só deu certo em países como os Estados Unidos e o Canadá ou até o México em função de outros fatores, a exemplo do grande volume de vendas de veículos novos no segmento de utilitários e da territorialização de marcas em algumas regiões interioranas, de modo que algumas cidades pudessem ter concessionária Chevrolet enquanto outras tinham uma concessionária que comercializava somente modelos das marcas Buick e Pontiac para as linhas leves e GMC para os utilitários. Como no Brasil a marca Chevrolet havia sido consolidada para toda a linha ainda no início da produção nacional da década de '50, justificar uma nova marca para os caminhões com uma rede de concessionárias ao menos teoricamente segregada não fazia o menor sentido, até porque na prática eram vinculadas a algumas concessionárias Chevrolet, com outras perdendo o "privilégio" de vender e prestar assistência técnica à linha de caminhões tão somente pela mudança de marca. Quando uma concessionária era descredenciada, o que chegou a ocorrer antes do encerramento da GMC no Brasil, acabava sendo mais fácil direcionar o público dos automóveis e utilitários leves para outra na mesma região, enquanto para a linha de caminhões às vezes passava a ser necessário direcionar clientes para outra concessionária mais distante, algo simplesmente inviável para operadores comerciais no tocante a uma indisponibilidade maior de veículos que acabavam sendo uma ferramenta de trabalho quando alguma manutenção tanto programada quanto corretiva ocorria.
Posicionar a marca GMC com uma maior ênfase em operadores comerciais, ao ponto que até o modelo 3500 HD era homologado como caminhão porque tinha a capacidade de carga e por conseguinte o peso bruto total aumentados em comparação à pick-up full-size Chevrolet Silverado que era idêntica para os outros parâmetros técnicos, fazia a área de cobertura da rede de concessionárias ser especialmente mais crítica, e a princípio esse pode ser considerado o maior erro estratégico que fez a marca sumir do mapa, mesmo que tivesse modelos de boa qualidade e alinhados às exigências de mercados desenvolvidos sem abrir mão da qualidade. Ter deixado de oferecer opções mais austeras como o motor Maxion S4 Diesel de aspiração natural e mantido só o MWM Sprint 6.07 T para a 3500 HD até pode ser considerado algo controverso, tendo em vista que alguns operadores comerciais ainda abriam mão do turbo em nome de uma maior simplicidade e menor custo inicial de um motor aspirado. Enfim, talvez até mais importante que algumas mudanças no perfil do público de veículos utilitários no Brasil a partir da década de '90 ou uma seleção de motores mais adequados às efetivas necessidades de operadores comerciais, a princípio o maior erro da General Motors do Brasil com a marca GMC foi a área de abrangência restrita demais de uma rede de concessionárias específica para atender à linha de caminhões.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023
Rápida reflexão sobre uma presença continuada do Fusca e da Kombi nas ruas
Naturalmente a falta de itens de segurança como freios ABS e a inviabilidade de instalar airbags seria o pretexto mais óbvio para tentar dissuadir quem ainda se interesse pelos modelos, bem como alegações de cunho pretensamente ecológico como a incompatibilidade do motor refrigerado a ar com as normas de emissões cada vez mais rigorosas ou a maior dificuldade para estabilização da marcha-lenta após a partida que é ainda mais crítica quando se usa álcool como combustível, embora a simplicidade faça do motor boxer da Volkswagen um dos mais cultuados e reconhecidos como "à prova de burro", embora a adaptação de outros motores também já seja relativamente comum. A inclusão de equipamentos como ar condicionado e direção assistida também já pode ser implementada com relativa facilidade para usos mais frequentes com um conforto razoável diante das limitações dos projetos originais, e assim até uma Kombi que siga em uso para frete ou um Fusca cujo perfil de utilização seja estritamente urbano podem ser mais satisfatórios do que inicialmente pareceria. E também convém destacar o motor refrigerado a ar como menos problemático do que poderia inicialmente parecer, tendo em vista que ao dispensar um fluido de arrefecimento à base de etilenoglicol diluído em água (preferencialmente desmineralizada) já elimina uma fonte de contaminação de lençóis freáticos pelo eventual descarte irregular de tais fluidos.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023
5 motivos pelos quais talvez tenha sido um erro a Volkswagen ter deixado passar a oportunidade de usar o motor boxer refrigerado a ar em carros "populares" de tração dianteira
sábado, 21 de janeiro de 2023
Há espaço para a moto TVS Sport 110i no mercado generalista brasileiro?
Além da economia de combustível ser uma das principais razões para motos pequenas terem uma demanda forte no Brasil, em que pese estarem concentradas em faixas de cilindrada tão permissivas no tocante à segurança que a TVS Sport 110i ainda vem com freios a tambor em ambas as rodas e portanto seja incompatível com a eventual instalação do sistema ABS pelo simples fato de freios a tambor em motocicletas terem o acionamento 100% mecânico ao invés de hidráulico como em carros, a simplicidade tem seus méritos aos olhos de uma parte do público que também cogita aderir às motos como uma alternativa perante deficiências do transporte público tanto em cidades de um porte maior quanto outras menores. É natural que o fabricante ou o importador prefiram tentar desovar junto ao público generalista um modelo pretensamente mais sofisticado que justificasse um preço inicial mais alto, o simples fato de ter sido feita a homologação do modelo no Brasil para uso de um cliente que fomenta um volume de vendas que superou expectativas no ano de 2022 a ponto de fazer a TVS figurar entre as marcas de moto mais vendidas no Brasil sem considerar modelos vendidos com a marca Dafra. Portanto, dada a disponibilidade tão restrita desse modelo, pode-se deduzir que há espaço para a TVS Sport 110i no mercado generalista brasileiro.
domingo, 15 de janeiro de 2023
Suzuki Intruder 125 bobber
Atualmente uma infinidade de opções de motos feitas por outros fabricantes tomou boa parte do espaço que parecia cativo da Harley-Davidson, sobretudo os fabricantes japoneses como a Suzuki pelo custo de aquisição menor, especialmente à medida que as faixas de cilindrada mais austeras nos segmentos mais generalistas eram deixadas de lado por fabricantes americanos e europeus. Normas mais rígidas tornam menos comum levar algumas modificações aos mesmos extremos da época que surgiram as bobbers, de modo que suprimir por exemplo o freio dianeiro ou a lanterna traseira poderia causar problemas ao uso em vias públicas, mas na essência a idéia básica permanece, mesmo que também sejam usadas motos de proposta mais austera em comparação aos modelos de alta cilindrada que eram o padrão no imediato pós-guerra. E mesmo que acabe sendo mais conveniente para uso urbano que longas viagens, é inegável que essa Suzuki Intruder 125 ano 2004 ficou interessante como bobber...





















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