quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Limpador de para-brisa com palheta única: superando o estigma de pobreza

Um elemento por muitas vezes associado a veículos de projeto mais austero, como o Fiat Uno, mas que também tem algum destaque em modelos mais sofisticados como a 1ª geração do Mercedes-Benz CLK, o limpador de parabrisa com palheta única acaba tendo algumas vantagens que superam um eventual estigma de pobreza.

Até mesmo o nobiliárquico Jaguar XJ chegou a recorrer a tal artifício. Na geração conhecida como série 3, o limpador de parabrisa duplo era utilizado, mas apresentava um inconveniente comum a esse layout: a água da chuva acabava sendo empurrada pela palheta montada no lado do passageiro em direção à porção do parabrisa que mal havia sido varrida pela palheta do lado do motorista, enquanto nas séries subseqüentes como a X308 produzida entre '98 e 2002 a palheta única proporcionava uma varredura mais uniforme do parabrisa.
Apesar da notável vantagem, o modelo deixou de recorrer a tal configuração com o fim da série X308.

Em algumas aplicações específicas, como em veículos esportivos, qualquer redução de peso que não prejudique o handling é apreciável, normalmente valendo mais a pena tirar 1kg de 100 peças individualmente do que tirar 100kg de um único ponto, e um bom exemplo pode ser observado no Porsche Carrera GT. Convém ressaltar, ainda, que uma palheta única acaba gerando menos arrasto aerodinâmico que duas, tanto que em veículos de competição é comum ainda manter a palheta de pé quando não está em uso, para prejudicar menos o fluxo aerodinâmico.

Apesar de hoje estar mais associado à imagem de uma busca quase obsessiva por reduzir os custos de produção, como no Toyota Etios, o limpador de parabrisa de palheta única mostra-se perfeitamente adequado em aplicações práticas, justificando até mesmo a adaptação em veículos que originalmente dispunham de limpador de parabrisa duplo, tomando por exemplo os microônibus Marcopolo Senior GV.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Fotografia: imagens aleatórias


Velo-Solex: ciclomotor de origem francesa, produzido entre 1946 e 1988, com uma incomum disposição do motor junto à roda dianteira.

Réplica de carruagem aberta do Século XIX, com capota do tipo "landaulet".


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Clássico moderno: Alfa Romeo 156

Um modelo relativamente recente, mas que já pode ser considerado um clássico, é o Alfa Romeo 156, introduzido em 1997 e tirado de produção em 2005 (exceto versões Sportwagon Q4, que perduraram até 2007) quando foi sucedido pelo 159. Um dos modelos que iniciou a implementação do câmbio automatizado, apresentando o sistema Selespeed como uma alternativa aos automáticos convencionais, ainda é dotado de um design do tipo ame-ou-odeie, com detalhes como as maçanetas discretas das portas traseiras para transmitir uma maior sensação de esportividade, condizem com a gloriosa história da Alfa Romeo nas competições, mas que deixou sua marca na história automobilística mundial.
No mercado brasileiro chegou a ser oferecido com um motor 2.0L com 4 cilindros e ignição twin-spark, com duas velas por cilindro como foi costume da Alfa Romeo durante décadas, além de um 2.5L V6. Por conta da sofisticação, está longe de ser um dos modelos mais apreciados pela maioria dos mecânicos de fundo-de-quintal brasileiros e exige insumos (gasolina, óleos lubrificantes, etc.) de boa qualidade para manter boas condições operacionais, mas não é tão problemático como alguns pelados que gostam de ostentar alegam. Considerando que ainda é um modelo mais difícil de ser encontrado com proprietários negligentes, em oposição ao que normalmente acontece com alguns concorrentes de origem germânica, ainda é mais fácil apresentarem-se em bom estado de conservação das características técnicas originais, sem gambiarras.

Também é digno de nota o Alfa Romeo 147, basicamente uma versão hatchback do 156, cuja produção se estendeu de 2000 até 2010.

domingo, 6 de janeiro de 2013

exemplos de armas antigas

Garruchas antigas, calibre 22, em exposição no Museu Naval Casa do Homem do Mar, localizado em Bombinhas-SC.

Réplica, aparentemente não-funcional, de uma pistola que Napoleão Bonaparte costumava portar.

Revólver antigo de fabricação inglesa, integrante do acervo do mesmo museu.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Renault 4 GTL (argentino)

Renault 4 GTL de fabricação argentina que eu vi ontem enquanto levava a cadela para uma caminhada. Para um desavisado, pode parecer só "uma Belina bizarra" (as rodas com 3 parafusos realmente são idênticas)...
Pesando cerca de 600kg, o Renault 4 foi oferecido com motores a gasolina da série Billancourt de 4 cilindros em linha, refrigeração líquida e comando de válvulas no bloco, com cilindradas de 0.75L (reaproveitado do antecessor 4CV, popular "rabo-quente"), 0.85L (compartilhado com o Dauphine), 0.95L e o 1.1L da série Sierra, com 5 mancais de virabrequim, que passou a equipar os GTL europeus a partir de 1978 mas já era usado na van Estafette e no R8. O câmbio, um transeixo de 4 marchas, é posicionado à frente do motor, logo por definição considera-se o modelo como sendo dotado de uma configuração de motor central-dianteiro, característica que colabora para uma melhor distribuição de peso entre os eixos, favorecendo a estabilidade direcional.
Uma característica curiosa do modelo é a distância entre-eixos 4,5cm mais curta do lado esquerdo, proporcionada pela montagem dos semi-eixos traseiros. A suspensão independente nas 4 rodas é uma característica que às vezes faz falta na maioria dos "carros populares" de projeto mais recente...
Lançado nos mercados mundiais em 1961, ano em que a operação brasileira da Renault estava vinculada à Willys Overland do Brasil, pode-se deduzir que seria uma opção mais acertada que o Dauphine para enfrentar as condições da malha viária latino-americana à época, tanto que a produção teve continuidade na Colômbia até 1992 com a introdução do Twingo.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Um exemplo de morosidade e incompetência da EPTC

Por cerca de 3 meses, esse Fiat Siena avariado em uma colisão ficou abandonado na Rua Irmão José Otão, no Bom Fim, tradicional bairro de Porto Alegre, contrariando a legislação por incompetência da Empresa Pública de Trânsito e Circulação, a infame EPTC.
Conforme me foi dito a 2 dias atrás por uma agente de trânsito, apesar das avarias de grande monta, normalmente classificadas como "perda total" pelas companhias de seguros, permaneceu abandonado em via pública por considerar-se que estava "estacionado regularmente" quando na verdade já havia tornado-se uma legítima sucata. Cabe ressaltar que a legislação classifica como veículo abandonado passível de retenção qualquer veículo que permaneça por mais de 5 dias consecutivos no mesmo local.
Em algumas ocasiões, após chuvas o interior do veículo apresentava poças d'água, um dos vetores de proliferação de mosquitos como o Aedes aegypti, o famoso mosquito da dengue, enquanto as autoridades de trânsito porto-alegrenses simplesmente negligenciavam a situação.

A alguns dias, o temor de um comerciante da região foi confirmado, e o Siena foi incendiado, em circunstâncias que eu não posso confirmar com exatidão. Há vários fatores que podem ter levado a essa ocorrência, mas o mais provável é que tenha sido provocado por algum vândalo. Pichações numa residência próxima, fazendo referências a condutas anti-sociais, evidenciam a circulação de arruaceiros pelas redondezas...

Após ser vistoriado anteontem por agentes de trânsito da EPTC e soldados da Brigada Militar, finalmente o Siena foi recolhido ontem após inúmeras solicitações.

Triciclo em Porto Alegre

Triciclo montado a partir de uma motocicleta Sundown Max 125, adaptado pela empresa Trimoto, que localizava-se em Novo Hamburgo
Apesar de oferecer vantagens, com especial destaque para o baixo custo operacional, que deram aos triciclos cargueiros uma breve popularidade na época que explodiu a "bolha imobiliária americana", deflagrando a crise econômica mundial de 2008, voltam a ser encarados mais como uma mera curiosidade. Também merece destaque nesse tipo de veículo a manobrabilidade em espaços limitados, favorecendo o deslocamento em meio ao trânsito pesado em ambiente urbano.