Chevrolet D-60: o exemplar da foto é da série produzida entre 1976 e 1979 com a opção pelo motor Detroit Diesel 4-53N de 140cv, 2-tempos, com 4 cilindros e cilindrada de 212 polegadas cúbicas, em torno de 3.5L, pouco usual para os motores Diesel 4-tempos usados em modelos de mesma categoria na época.
Dodge D-400: produzido de 1969 até 1983, quando a Volkswagen desativou a operação brasileira da Chrysler, foi oferecido com os motores V8 de 318 polegadas cúbicas (5.2L) em versões a gasolina e etanol, e a partir de 1973 em reação à crise do petróleo um Perkins 6.357 de 5.8L para quem preferisse um motor a diesel.
Mercedes-Benz LG-1819: com tração 6x6 e o motor OM-355/5 de 5 cilindros em linha, teve como principal cliente o Exército Brasileiro, que ainda tem alguns exemplares em operação.
http://fotolog.com/cripple_rooster - blog oficial
we don't ride to provide a good story for the kids
quinta-feira, 13 de junho de 2013
sábado, 8 de junho de 2013
Amazonas 1600: a maior moto brasileira de série
O versátil motor Volkswagen boxer com refrigeração a ar chegou a ser usado até em motos, tendo como exemplo mais notório a Amazonas. Assim como o estado homônimo é o maior em extensão territorial, essa foi a maior motocicleta produzida regularmente no país.
Apesar do motor de concepção mais modesta que os de 6 cilindros usados na Honda GoldWing, e muito mais leve que os V8 small-block usados nas Boss Hoss, a Amazonas chega perto dos 500kg de peso. Os bagageiros feitos em chapa de aço ao invés de fibra de vidro colaboram para toda essa "gordura".
A frente guarda alguma semelhança com as Harley-Davidson Electra Glide, mas o porte mais avantajado e o motor "deitado" não deixam dúvidas de que se trata da Amazonas.
Durante a década de 90, a Amazonas foi renomeada como Kahena e permaneceu em produção por pouco tempo, mais para atender à Polícia Rodoviária Federal que foi a cliente mais importante. Algumas também foram exportadas, tendo como principais mercados os Estados Unidos e o Japão.
Apesar do motor de concepção mais modesta que os de 6 cilindros usados na Honda GoldWing, e muito mais leve que os V8 small-block usados nas Boss Hoss, a Amazonas chega perto dos 500kg de peso. Os bagageiros feitos em chapa de aço ao invés de fibra de vidro colaboram para toda essa "gordura".
A frente guarda alguma semelhança com as Harley-Davidson Electra Glide, mas o porte mais avantajado e o motor "deitado" não deixam dúvidas de que se trata da Amazonas.
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| Velocímetro e conta-giros de Puma |
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Exemplos de aplicação da climatização evaporativa
Vantagens da climatização evaporativa veicular já são reconhecidas, desde o menor consumo de energia em comparação com um ar-condicionado até o uso de água como fluido refrigerante ao invés de um gás sintético que é classificado como um dos gases-estufa, apresentando meia-vida mais longa que o gás carbônico (CO²). Em algumas aplicações, os benefícios mostram-se ainda mais perceptíveis...
Kombi: ainda que em outros países tenha sido oferecida com ar-condicionado opcional, o equipamento nunca foi disponibilizado regularmente para versões destinadas ao mercado brasileiro. Ainda que a instalação de climatizadores evaporativos requeira cortes no teto, no fim das contas ainda sai mais barato e normalmente mais rápido que a adaptação de kits de ar-condicionado, além de não haver a necessidade de acrescentar dutos ao interior do veículo, nem de um compressor acoplado ao motor roubando potência...
Furglaine: o posto de condução semi-avançado faz até com que o motor chegue a tomar algum espaço do habitáculo, o que ainda traria mais desafios na hora de escolher uma posição adequada para a montagem de um compressor de ar-condicionado, além de outros componentes entre os quais pode-se destacar o evaporador e o condensador. O uso do climatizador evaporativo pode ser considerado vantajoso também em função do menor peso acrescentado ao veículo.
Lada Niva: até existem kits de ar-condicionado que podem ser aplicados ao jipe russo, mas normalmente usam a caixa evaporativa universal conhecida como "gela-saco" por ser montada abaixo do porta-luvas. A posição acaba por apresentar o inconveniente de proporcionar uma refrigeração menos uniforme da cabine, enquanto um climatizador de teto pode ser centralizado com mais facilidade.
GMC 7-110/Isuzu NPR: não é tão comum se deparar com o caminhão japonês equipado com algum climatizador evaporativo, mas o dispositivo pode ser uma boa opção para manter um nível de conforto térmico razoável se por algum motivo não for possível manter o sistema original de ar-condicionado original, como no caso de algumas repotenciações.
Ford F-4000 (Old Body Style): se até a década de 90, o ar-condicionado ainda não era muito popular nem em carros no mercado brasileiro, visto como um supérfluo, logo acabava-se tornando uma opção pouco usual também em utilitários. Mesmo que a F-4000 contasse com a opção por ar-condicionado de fábrica, o custo era outro fator que afugentava parte significativa da clientela. Assim, para melhorar o conforto térmico, há quem recorra a um climatizador, que também é muito mais simples de instalar que o kit de ar-condicionado original.
Caminhões com cabine-leito: como a maior parte dos sistemas de ar-condicionado automotivo dependem do motor para funcionar, o climatizador evaporativo acaba sendo considerado a alternativa mais eficiente para manter o conforto nos momentos de descanso do condutor. O maior impacto no consumo de combustível, diminuindo a autonomia em percursos de longa distância, também tende a desencorajar o uso do ar-condicionado
Kombi: ainda que em outros países tenha sido oferecida com ar-condicionado opcional, o equipamento nunca foi disponibilizado regularmente para versões destinadas ao mercado brasileiro. Ainda que a instalação de climatizadores evaporativos requeira cortes no teto, no fim das contas ainda sai mais barato e normalmente mais rápido que a adaptação de kits de ar-condicionado, além de não haver a necessidade de acrescentar dutos ao interior do veículo, nem de um compressor acoplado ao motor roubando potência...
Furglaine: o posto de condução semi-avançado faz até com que o motor chegue a tomar algum espaço do habitáculo, o que ainda traria mais desafios na hora de escolher uma posição adequada para a montagem de um compressor de ar-condicionado, além de outros componentes entre os quais pode-se destacar o evaporador e o condensador. O uso do climatizador evaporativo pode ser considerado vantajoso também em função do menor peso acrescentado ao veículo.
Lada Niva: até existem kits de ar-condicionado que podem ser aplicados ao jipe russo, mas normalmente usam a caixa evaporativa universal conhecida como "gela-saco" por ser montada abaixo do porta-luvas. A posição acaba por apresentar o inconveniente de proporcionar uma refrigeração menos uniforme da cabine, enquanto um climatizador de teto pode ser centralizado com mais facilidade.
GMC 7-110/Isuzu NPR: não é tão comum se deparar com o caminhão japonês equipado com algum climatizador evaporativo, mas o dispositivo pode ser uma boa opção para manter um nível de conforto térmico razoável se por algum motivo não for possível manter o sistema original de ar-condicionado original, como no caso de algumas repotenciações.
Ford F-4000 (Old Body Style): se até a década de 90, o ar-condicionado ainda não era muito popular nem em carros no mercado brasileiro, visto como um supérfluo, logo acabava-se tornando uma opção pouco usual também em utilitários. Mesmo que a F-4000 contasse com a opção por ar-condicionado de fábrica, o custo era outro fator que afugentava parte significativa da clientela. Assim, para melhorar o conforto térmico, há quem recorra a um climatizador, que também é muito mais simples de instalar que o kit de ar-condicionado original.
Caminhões com cabine-leito: como a maior parte dos sistemas de ar-condicionado automotivo dependem do motor para funcionar, o climatizador evaporativo acaba sendo considerado a alternativa mais eficiente para manter o conforto nos momentos de descanso do condutor. O maior impacto no consumo de combustível, diminuindo a autonomia em percursos de longa distância, também tende a desencorajar o uso do ar-condicionado
sábado, 1 de junho de 2013
Tão parecidos, mas tão diferentes: Land Rover Defender e Gurgel Carajás
Um ícone clássico do mundo off-road, o Land Rover Defender mantém uma legião de fãs incondicionais apesar da idade avançada do projeto já mostrar algumas limitações no tocante ao cumprimento de normas de segurança sem promover descaracterizações muito profundas. A suspensão com eixos rígidos ainda é apreciada por muitos entusiastas e operadores comerciais em função do baixo custo de manutenção. Esteve disponível com diversas opções de motores de 4 cilindros tanto a diesel quanto a gasolina, além de um V8 de 3.5L a gasolina com projeto adquirido da General Motors, e por um breve período exemplares montados na fábrica da BMW em Rosslyn, nas imediações de Pretória, foram equipados com o mesmo motor de 6 cilindros em linha, 2.8L e cabeçote DOHC usado pelos sedãs BMW 328i e 528i para atender a uma antiga preferência do mercado sul-africano por motores de ignição por faísca. Atualmente conta apenas com um motor turbodiesel de 2.2L e 122hp originário da Ford.
Gurgel Carajás: produzido em série entre 1984 e 1991, com alguns exemplares ainda feitos sob encomenda até a falência da Gurgel em 1995, foi um dos muitos veículos brasileiros com carroceria de fibra de vidro e mecânica Volkswagen do período de restrição às importações, contava com um chassi tubular próprio ao qual era montada uma carroceria de fibra, com motor Volkswagen EA-827 (o tradicional AP) na frente e transeixo de Kombi modificado atrás para melhorar o balanço de peso entre os eixos e auxiliar na compensação da falta de tração nas 4 rodas como no pesadão Toyota Bandeirante e no Jeep Willys que ganhou uma sobrevida nas mãos da Ford até 1983.
A suspensão era independente nas 4 rodas, que a Gurgel anunciava como 4-WIS, do inglês Four-Wheel Independent Suspension, parafraseando a sigla 4WD muito usada em modelos estrangeiros com tração nas 4 rodas (Four-Wheel Drive). Para tentar compensar a limitação da tração apenas traseira, um sistema de freio seletivo para as rodas traseiras (Selectraction) gerava um efeito semelhante ao de um bloqueio de diferencial a um custo mais baixo, com duas alavancas secundárias ao lado da principal do freio de estacionamento, para gerar uma resistência ao rolamento da roda que estivesse girando em falso ("patinando") e a força motriz fosse direcionada à roda que estivesse apoiada numa superfície mais estável.
Foi apelidado de "Defender brasileiro" numa referência à aparência quadradona e bruta. Os exemplares das fotos usam motor 1.8L a gasolina, que foi o mais popular, mas também houveram raros 1.8L a etanol (álcool) 2.0L a gasolina e 1.6L a diesel, ainda que a falta de tração nas 4 rodas e a capacidade de carga homologada em 750kg (3/4 de tonelada) teoricamente o desqualificassem para o uso desse tipo de motorização de acordo com a legislação brasileira vigente a partir de 1976.
Gurgel Carajás: produzido em série entre 1984 e 1991, com alguns exemplares ainda feitos sob encomenda até a falência da Gurgel em 1995, foi um dos muitos veículos brasileiros com carroceria de fibra de vidro e mecânica Volkswagen do período de restrição às importações, contava com um chassi tubular próprio ao qual era montada uma carroceria de fibra, com motor Volkswagen EA-827 (o tradicional AP) na frente e transeixo de Kombi modificado atrás para melhorar o balanço de peso entre os eixos e auxiliar na compensação da falta de tração nas 4 rodas como no pesadão Toyota Bandeirante e no Jeep Willys que ganhou uma sobrevida nas mãos da Ford até 1983.
A suspensão era independente nas 4 rodas, que a Gurgel anunciava como 4-WIS, do inglês Four-Wheel Independent Suspension, parafraseando a sigla 4WD muito usada em modelos estrangeiros com tração nas 4 rodas (Four-Wheel Drive). Para tentar compensar a limitação da tração apenas traseira, um sistema de freio seletivo para as rodas traseiras (Selectraction) gerava um efeito semelhante ao de um bloqueio de diferencial a um custo mais baixo, com duas alavancas secundárias ao lado da principal do freio de estacionamento, para gerar uma resistência ao rolamento da roda que estivesse girando em falso ("patinando") e a força motriz fosse direcionada à roda que estivesse apoiada numa superfície mais estável.
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| Gurgel Carajás com 4 portas: configuração extremamente rara, já começa a despertar o interesse de colecionadores |
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| Este exemplar foi usado como ambulância por muitos anos em Pelotas-RS |
domingo, 19 de maio de 2013
Clássico atemporal: Jaguar E-Type Fixed-Head Coupé (Série 2)
Uma obra-prima da engenharia britânica, com o glorioso motor XK de 6 cilindros em linha e 4.2L, até hoje reconhecido como um dos motores com o melhor balanceamento já produzidos. O exemplar das fotos é de especificação americana, ano 1969, com 2 carburadores ao invés de 3 e folgas de válvula maiores, que o deixavam um pouco "castrado" em comparação com os de especificação européia.
sábado, 18 de maio de 2013
Pick-ups: versatilidade sem abrir mão do estilo
Não é de hoje que as pick-ups cativam consumidores que as associam a um ideal de liberdade, e até vista por outros tantos como uma forma de auto-afirmação devido ao porte imponente e posição de dirigir que proporciona um campo de visão mais amplo, que as putas psicólogas insistem em classificar como uma manifestação de egocentrismo.
Muitos sequer necessitam de uma área de carga tão vasta, o que os permite recorrer a adaptações de cabine dupla artesanais visando aumentar a capacidade de passageiros e o conforto interno, fazendo-se valer até da capacidade de carga para implementar diversas melhorias sem gerar um impacto tão forte no desempenho.
Nada impede, porém, que tenham a aptidão ao serviço preservada, mesmo que eventualmente se faça necessário recorrer a um reboque, por exemplo.
A maior aptidão ao enfrentamento de terrenos hostis também é outro forte argumento para os entusiastas desse tipo de veículo, que sofre menos desgastes em decorrência da péssima qualidade da sucateada malha viária brasileira.
Acabam sendo vilanizadas por algunsfrescos críticos de plantão, quase sempre alegando que não sejam tão adequadas ao trânsito caótico em função do tamanho, mas parecem esquecer que um sedã possa ter um footprint tão desfavorável quanto...
Independentemente do tamanho, não se pode negar que as pick-ups acabam por estar vinculadas a ideais e valores de virilidade que hoje tenta-se desesperadamente suprimir num mundinho "politicamente-correto"...
Muitos sequer necessitam de uma área de carga tão vasta, o que os permite recorrer a adaptações de cabine dupla artesanais visando aumentar a capacidade de passageiros e o conforto interno, fazendo-se valer até da capacidade de carga para implementar diversas melhorias sem gerar um impacto tão forte no desempenho.
Nada impede, porém, que tenham a aptidão ao serviço preservada, mesmo que eventualmente se faça necessário recorrer a um reboque, por exemplo.
A maior aptidão ao enfrentamento de terrenos hostis também é outro forte argumento para os entusiastas desse tipo de veículo, que sofre menos desgastes em decorrência da péssima qualidade da sucateada malha viária brasileira.
Acabam sendo vilanizadas por alguns
sexta-feira, 10 de maio de 2013
algumas motos
Honda CB 400: clássica dos anos 80, hoje nem tão valorizada.
Yamaha RX-180: customizada num meio-termo entre os estilos bobber e cafe-racer
BMW G 650 GS: conjunto mecânico equilibrado e ciclística sofisticada, com boa aptidão para enfrentar as condições da malha viária brasileira
KTM Super Enduro 950 R: isso sim que é big-trail...
domingo, 5 de maio de 2013
Chevrolet 1936 fuçado
Pode não se enquadrar nas definições clássicas dos hot-rods do pós-guerra, nem nas das "carreteras" argentinas, gaúchas e uruguaias, mas é impossível ficar indiferente a esse Chevrolet 1936 preparado para competição de acordo com o que se fazia na década de 30. Apesar das limitações, como as suspensões extremamente rústicas por eixos rígidos com amortecedores de fricção e feixes de mola, câmbio manual "seco" (não-sincronizado) pneus diagonais e freios a tambor nas 4 rodas, marca presença onde quer que esteja.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Freios com ABS mecânico
Algumas motos chinesas tem vindo com um sistema de ação semelhante ao ABS, mas de ação totalmente mecânica, sem uma eletrônica muito sofisticada. Basicamente, uma válvula acoplada a cada pinça (ou a tambores em alguns automóveis que ainda os usam nas rodas traseiras e também são equipados com esse ABS mecânico) modula a pressão hidráulica gerada ao se acionar os freios, visando uma maior progressividade na frenagem, evitando um travamento muito brusco das rodas que possa comprometer a estabilidade direcional. O tamanho mais compacto em comparação aos sensores e atuadores de um ABS eletrônico tradicional pode ser considerado uma vantagem, além de não causar trepidação no manete ou pedal de freio como é uma reclamação bastante freqüente de usuários de veículos com ABS. No entanto, há algumas limitações no tocante à adaptabilidade às condições do terreno.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Capacidade cúbica: fator nem tão determinante para a adequação de um motor ao veículo
Convém observar, sob o mesmo ponto de vista, o caso dos kei-jidosha japoneses: além das restrições referentes ao volume e potência do motor, também foram impostas limitações ao tamanho dos veículos, o que de certa forma evita sobrecargas ao motor. Nada impede, porém, o uso de turbocompressor nesses veículos, e assim para permanecer no limite de 64cv atualmente em vigor para os veículos dessa classe pode-se adotar uma abordagem diferenciada nos perfis dos comandos de válvulas entre um motor aspirado e um turbo, mantendo a curva de torque mais plana, fazendo com que possa atender bem desde um Daihatsu Mira até um Suzuki Jimny.
Além de perfis de comando de válvulas, outra característica digna de nota refere-se à quantidade de cilindros num motor, mesmo que a capacidade cúbica seja semelhante, como ao comparar o Suzuki Swift com apenas 3 cilindros e as versões brasileiras do Chevrolet Corsa, que nas versões 1.0L usavam motor de 4 cilindros. Na prática, além das diferenças na distribuição de potência e torque tanto quanto a faixas de rotação quanto aos pulsos por rotação, pode-se atribuir a motores de 3 cilindros uma vantagem no tocante à redução de atritos internos, favorecendo a eficiência.
Vale lembrar que o Opel Corsa europeu, em oposição ao brasileiro, sempre adotou o layout de 3 cilindros nos motores 1.0L a partir da 2ª geração (Opel Corsa B, que no entanto foi a 1ª a ser introduzida no mercado brasileiro), e apesar da potência menor apresentava torque mais generoso. Vale lembrar que o Corsa 1.0L brasileiro inicialmente contava com 50cv, mesma potência do 1.2L europeu, apesar de ser atingida a rotações mais elevadas e vir acompanhado de menor torque, sem no entanto promover redução do consumo de combustível como alguns poderiam esperar. E quando comparada a versão posterior, de 60cv, ao 1.4L de mesma potência, qualquer vantagem pode ser atribuída tão somente ao sistema de injeção eletrônica multiponto, mais avançado que o monoponto que permanecia no 1.4L enquanto esteve disponível para as versões do Opel Corsa B destinadas ao mercado brasileiro. Convém lembrar que o torque, até mais do que a potência, abre margem para otimização das relações de marcha para que o rendimento do motor possa ser aproveitado mais plenamente em diferentes situações.
Convém recordar que depois, quando o Opel Corsa C passou a ser oferecido com uma versão atualizada do motor 1.4L, num meio-termo entre o 1.0L e o 1.8L, acabou consolidando-se como a única opção para o modelo enquanto ia aproximando-se do fim de produção. Mas se no hatch e no sedan mostrou-se adequado, na pickup (ou coupé-utility, como insistem alguns) Montana gerou controvérsias por exigir mais "caçadas" de marcha em função de condições de carga, terreno e topografia que o 1.8L.
Logo, entre os mãos-de-vaca de plantão adeptos do quanto-menor-melhor e os aspirantes-a-piloto que se deixam influenciar apenas pelo tamanho do motor, deve-se procurar pesar os prós e contras nos diferentes cenários operacionais antes de afirmar categoricamente que a capacidade cúbica seja o fator mais determinante quanto a desempenho e consumo...
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