quarta-feira, 15 de junho de 2016

Clássico moderno: Fiat Coupé

Produzido na Itália entre 1993 e 2000, não há dúvidas de que o Fiat Coupé figure entre os modelos mais destacados da década de '90 em virtude do desenho arrojado. Chegou a ser importado oficialmente para o Brasil em pequenas quantidades entre '95 e '96 com o motor 2.0 16V compartilhado com o Tempra nacional e o Tipo Sedicivalvole importado.

No exterior, chegou a contar também com uma versão turbo do mesmo motor, que não foi aplicada ao Tempra europeu mas se diferenciava do Tempra Turbo brasileiro que tinha apenas 8 válvulas.

Em '96 mudaram as opções de motor, com um 1.8 16V para as versões básicas e o "Fivetech" 2.0 20V usado no Marea nas versões superiores, que incluíam novamente a opção por aspiração natural ou turbo, esta última não-disponível para o Marea europeu mas oferecida com um rating mais manso no Marea brasileiro.
O desenho, elaborado pelo controverso Chris Bangle, exalava esportividade, com espaço para uma referência nostálgica na tampa do tanque de combustível que se assemelhava às de abertura rápida usadas em carros de corrida antigos.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Fiat 128 argentino e Fiat Oggi brasileiro



Modelos tão parecidos, mas ao mesmo tempo tão diferentes. Enquanto na Argentina não havia tanta rejeição pelas carrocerias de 4 portas em modelos de entrada como o 128, o mercado brasileiro padeceu desse mal e o Oggi refletiu essa tendência ao contar com apenas duas portas.

domingo, 22 de maio de 2016

Oldsmobile Cutlass Coupé de 3ª geração

Um dos modelos mais lembrados da antiga Oldsmobile foi, sem sombra de dúvidas, o Cutlass. Na 3ª geração, chegou a ser oferecido com o motor Chevrolet "Stovebolt Six" na versão de 250pol³ (4.1L) famosa no Brasil por ter equipado o Opala, mas sem deixar de oferecer também uma seleção de motores Oldsmobile Rocket V8 começando por um de 350pol³ (5.7L) que apesar da cilindrada não era o mesmo small-block 350 da Chevrolet. Também estavam disponíveis entre os V8 opções maiores com 400pol³ (6.6L) e ainda 455pol³ (7.46L) para o modelo especial Hurst/Olds baseado no acabamento 4-4-2.
Enquanto o motor de 6 cilindros era oferecido apenas com carburador de corpo duplo, os V8 de 350 e 400 polegadas cúbicas tinham opção por carburadores de corpo duplo ou quádruplo, enquanto o de 455pol³ contava apenas com carburador de corpo quádruplo. O exemplar das fotos, produzido no ano de 1968 e que 40 anos depois em 2008 ainda marcava presença, estava equipado com o motor de 350pol³ e carburador de corpo quádruplo, desenvolvendo potência de 310hp.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Dodge WC56 Command and Reconnaissance Car

Parte da série de caminhonetes militares Dodge WC, produzida entre 1941 e 1945 e que originou a bem-sucedida linha de utilitários Dodge Power Wagon no pós-guerra, o que eventualmente leva ao uso equivocado da denominação Power Wagon para os modelos militares, o WC56 era destinado ao uso em missões de reconhecimento e como viatura de comando. Contava com o motor Chrysler flathead-six numa versão de 230pol³ (3.8L) com taxa de compressão de 6,7:1, potência de 92hp e torque de 25kgfm. O peso, a manobrabilidade prejudicada pelo porte maior, e o perfil distinto o tornavam um alvo muito mais fácil em comparação ao Jeep Willys, o que levou a uma presença mais limitada em campo de batalha com 21156 exemplares. O modelo das fotos faz parte do acervo do museu do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Ford Thunderbird de 1ª geração

Um dos modelos que mais marcou época durante a década de '50 foi, sem sombra de dúvida, o Ford Thunderbird de 1ª geração, produzido entre os anos de 1955 e 1957.
Se a popularidade conquistada pelos roadsters britânicos junto a ex-soldados veteranos da II Guerra levou a General Motors a tentar um contra-ataque com o Chevrolet Corvette em 1953, diante do porte mais avantajado em comparação aos modelos que o inspiravam, foi somente com a chegada do Thunderbird que o 'Vette ganhou um concorrente real. O uso no Thunderbird dos motores V8 Y-Block de 292pol³ (4.8L) e 312pol³ (5.1L), sendo o primeiro também usado em caminhões Ford e nas primeiras versões do Galaxie brasileiro, foi apontado como uma das principais motivações para que fosse finalmente oferecido um V8 no Corvette a partir de 1955 com o small-block de 265pol³ (4.3L).
Gerações posteriores do T-Bird já não eram mais direcionadas a uma competição com o 'Vette, tornando-se mais orientadas ao luxo, até que o modelo deixou de ser produzido em 1997 já na 10ª geração. Um modelo retrô produzido entre 2002 e 2005, inspirado na 1ª geração, tornou-se um ícone das comemorações do centenário da Ford Motor Company em 2003, mas no fim das contas um verdadeiro clássico é insubstituível.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Hyundai Tiburon RD2

Um dos modelos que levaram os carros coreanos a serem menos vistos como um mero appliance-car, o Hyundai Tiburon de 1ª geração foi produzido entre '96 e 2000, tendo passado por uma leve reestilização em '99. As primeiras versões tinham a designação RD, ao passo que as reestilizadas vinham como RD2. Comercializado no Brasil como Hyundai SCoupé, era oferecido com motor 2.0L de 140hp e câmbio manual com 5 marchas ou automático com 4.
O desenho ainda hoje chama atenção, destoando da imagem dos carros coreanos da época que eram um tanto inexpressivos no caso de modelos mais generalistas e um tanto exagerados no caso de modelos com pretensões mais luxuosas. Chega a ser mais bonito que modelos mais recentes da Hyundai com proposta comparável, como o Veloster e o Genesis Coupé.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Dodge D-100 com carroceria step-side

Já não é fácil encontrar uma Dodge D-100 ainda rodando, visto que o mercado brasileiro foi mais receptivo às Chevrolet 3500 e C10/C14 e às Ford F-100/F-1000. No caso específico desse exemplar, a carroceria step-side destaca ainda mais o modelo, que só foi oferecido regularmente com carroceria de paralamas retos.

domingo, 1 de maio de 2016

Clássico de peso: Ford F-600 6X6 militar

Um clássico da época do regime militar, esse Ford F-600 foi transformado de 4X2 para 6X6 pela Engesa. Originalmente equipado com motor Ford Y-Block V8 a gasolina de 292pol³ (4.8L), foi posteriormente convertido para Diesel mediante adaptação de um motor MWM D-229-6 de 6 cilindros em linha e 5.9L. Muito comunista velho ainda deve cagar nas calças ao se deparar com o bruto, ainda mais com a trilha sonora proporcionada por uma furiosa sinfonia de ignição por compressão...

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Standard Vanguard Phase 1A

Um carro pouco conhecido no Brasil, o Standard Vanguard é um dos mais importantes entre os automóveis britânicos do imediato pós-guerra. Com linhas elegantes e aerodinamicamente apuradas para as condições da época, inspiradas em modelos americanos da Plymouth e com uma suposta influência do GAZ-M20 Pobeda soviético, foge um pouco ao padrão dos "anos de austeridade" e contava com soluções técnicas um tanto avançadas também sob a perspectiva de então, como o uso de suspensão dianteira independente, barras estabilizadoras tanto no eixo dianteiro quanto no traseiro, freios hidráulicos (ainda a tambor nas 4 rodas) e, possivelmente a mais peculiar para quem associa câmbios manuais de 3 marchas à imagem das banheiras americanas sem sincronização das marchas, o Vanguard incorporada sincronizadores para todas as 3 marchas à frente apesar da ré ainda "seca", além de ter sido oferecida como opcional a partir de 1950 uma overdrive que podia ser usada na 2ª e na 3ª marchas e na prática fazia com que passasse a contar com 5 marchas à frente. Com tantas soluções arrojadas, o chassi do modelo acabou por ser reaproveitado no esportivo Triumph 2000. O exemplar da foto, flagrado por mim no ano de 2010 em Pelotas-RS, é da 1ª geração produzida de 1947 a 1953, mas como já incorporada as alterações introduzidas em 1952 no capô (ligeiramente mais baixo) e na grade dianteira, além das janelas traseiras mais largas, era referido pela fábrica como Phase 1A ao invés de Phase 1.

O motor de 4 cilindros em linha com camisas úmidas, válvulas no cabeçote e comando no bloco, movido a gasolina, com cilindrada de 2.1L (mais precisamente 2088cc com diâmetro de 85mm e curso de 92mm) e potência de 68hp tinha uma concepção essencialmente agrícola, pois havia sido inicialmente desenvolvido para uso em tratores Ferguson TE20. Uma curiosidade acerca do motor Standard "wet-liner four" é que, durante uma tentativa abortada de fusão entre a Standard e o Rover Group, uma versão Diesel também de 2.1L (mas com 2092cc devido ao diâmetro de 80,9625 e curso de 101,6mm) desenvolvida para a 2ª geração (Phase 2) do Vanguard serviu de inspiração para o primeiro motor desenvolvido especificamente para a Land Rover, um Diesel de 2.05L (2052cc com diâmetro de 85,7mm e curso de 88,9mm) referido oficialmente como "2-litre" cujo desenvolvimento se expandiu até chegar ao Maxion 2.5HS que no Brasil foi usado nas Chevrolet S10 e Blazer, além das Ford Ranger e F-1000 e na primeira geração da Mercedes-Benz Sprinter trazidas da Argentina. Mesmo com a versão de 3.0L usada na Ranger argentina de 2006 a 2011 já tendo incorporado comando de válvulas no cabeçote (OHC), ainda era derivado da mesma "receita" incorporada pelo Rover Group mediante a tentativa de fusão com a Standard.

Também é conveniente destacar que os primeiros modelos a usarem a marca Jaguar, ainda produzidos pela Swallow Sidecars, eram equipados com motores Standard, mas a sigla SS que podia significar tanto Standard & Swallow quanto Swallow Sidecars ficou malvista a partir de 1937 com a conotação nazista ao ser usada para designar as "Schutzstaffel". Portanto, mesmo que a Standard já não exista como marca, ainda deixou um rico legado para a indústria automobilística tanto em âmbito britânico quanto mundial.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Hyundai Galloper de chassi curto e duas portas

Baseado na 1ª geração do Mitsubishi Pajero, o Hyundai Galloper foi produzido entre '91 e 2003 na Coréia do Sul e esteve disponível no mercado brasileiro entre '98 e '99. No entanto, a versão de chassi curto e duas portas não chegou a ser trazida, embora tenha feito sucesso em alguns mercados como o chileno. O exemplar das fotos, estava equipado com motor Hyundai D4BH de 2.5L, basicamente uma versão do Mitsubishi 4D56 feita sob licença, e emplacado no Chile.