domingo, 22 de maio de 2016

Oldsmobile Cutlass Coupé de 3ª geração

Um dos modelos mais lembrados da antiga Oldsmobile foi, sem sombra de dúvidas, o Cutlass. Na 3ª geração, chegou a ser oferecido com o motor Chevrolet "Stovebolt Six" na versão de 250pol³ (4.1L) famosa no Brasil por ter equipado o Opala, mas sem deixar de oferecer também uma seleção de motores Oldsmobile Rocket V8 começando por um de 350pol³ (5.7L) que apesar da cilindrada não era o mesmo small-block 350 da Chevrolet. Também estavam disponíveis entre os V8 opções maiores com 400pol³ (6.6L) e ainda 455pol³ (7.46L) para o modelo especial Hurst/Olds baseado no acabamento 4-4-2.
Enquanto o motor de 6 cilindros era oferecido apenas com carburador de corpo duplo, os V8 de 350 e 400 polegadas cúbicas tinham opção por carburadores de corpo duplo ou quádruplo, enquanto o de 455pol³ contava apenas com carburador de corpo quádruplo. O exemplar das fotos, produzido no ano de 1968 e que 40 anos depois em 2008 ainda marcava presença, estava equipado com o motor de 350pol³ e carburador de corpo quádruplo, desenvolvendo potência de 310hp.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Dodge WC56 Command and Reconnaissance Car

Parte da série de caminhonetes militares Dodge WC, produzida entre 1941 e 1945 e que originou a bem-sucedida linha de utilitários Dodge Power Wagon no pós-guerra, o que eventualmente leva ao uso equivocado da denominação Power Wagon para os modelos militares, o WC56 era destinado ao uso em missões de reconhecimento e como viatura de comando. Contava com o motor Chrysler flathead-six numa versão de 230pol³ (3.8L) com taxa de compressão de 6,7:1, potência de 92hp e torque de 25kgfm. O peso, a manobrabilidade prejudicada pelo porte maior, e o perfil distinto o tornavam um alvo muito mais fácil em comparação ao Jeep Willys, o que levou a uma presença mais limitada em campo de batalha com 21156 exemplares. O modelo das fotos faz parte do acervo do museu do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Ford Thunderbird de 1ª geração

Um dos modelos que mais marcou época durante a década de '50 foi, sem sombra de dúvida, o Ford Thunderbird de 1ª geração, produzido entre os anos de 1955 e 1957.
Se a popularidade conquistada pelos roadsters britânicos junto a ex-soldados veteranos da II Guerra levou a General Motors a tentar um contra-ataque com o Chevrolet Corvette em 1953, diante do porte mais avantajado em comparação aos modelos que o inspiravam, foi somente com a chegada do Thunderbird que o 'Vette ganhou um concorrente real. O uso no Thunderbird dos motores V8 Y-Block de 292pol³ (4.8L) e 312pol³ (5.1L), sendo o primeiro também usado em caminhões Ford e nas primeiras versões do Galaxie brasileiro, foi apontado como uma das principais motivações para que fosse finalmente oferecido um V8 no Corvette a partir de 1955 com o small-block de 265pol³ (4.3L).
Gerações posteriores do T-Bird já não eram mais direcionadas a uma competição com o 'Vette, tornando-se mais orientadas ao luxo, até que o modelo deixou de ser produzido em 1997 já na 10ª geração. Um modelo retrô produzido entre 2002 e 2005, inspirado na 1ª geração, tornou-se um ícone das comemorações do centenário da Ford Motor Company em 2003, mas no fim das contas um verdadeiro clássico é insubstituível.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Hyundai Tiburon RD2

Um dos modelos que levaram os carros coreanos a serem menos vistos como um mero appliance-car, o Hyundai Tiburon de 1ª geração foi produzido entre '96 e 2000, tendo passado por uma leve reestilização em '99. As primeiras versões tinham a designação RD, ao passo que as reestilizadas vinham como RD2. Comercializado no Brasil como Hyundai SCoupé, era oferecido com motor 2.0L de 140hp e câmbio manual com 5 marchas ou automático com 4.
O desenho ainda hoje chama atenção, destoando da imagem dos carros coreanos da época que eram um tanto inexpressivos no caso de modelos mais generalistas e um tanto exagerados no caso de modelos com pretensões mais luxuosas. Chega a ser mais bonito que modelos mais recentes da Hyundai com proposta comparável, como o Veloster e o Genesis Coupé.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Dodge D-100 com carroceria step-side

Já não é fácil encontrar uma Dodge D-100 ainda rodando, visto que o mercado brasileiro foi mais receptivo às Chevrolet 3500 e C10/C14 e às Ford F-100/F-1000. No caso específico desse exemplar, a carroceria step-side destaca ainda mais o modelo, que só foi oferecido regularmente com carroceria de paralamas retos.

domingo, 1 de maio de 2016

Clássico de peso: Ford F-600 6X6 militar

Um clássico da época do regime militar, esse Ford F-600 foi transformado de 4X2 para 6X6 pela Engesa. Originalmente equipado com motor Ford Y-Block V8 a gasolina de 292pol³ (4.8L), foi posteriormente convertido para Diesel mediante adaptação de um motor MWM D-229-6 de 6 cilindros em linha e 5.9L. Muito comunista velho ainda deve cagar nas calças ao se deparar com o bruto, ainda mais com a trilha sonora proporcionada por uma furiosa sinfonia de ignição por compressão...

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Standard Vanguard Phase 1A

Um carro pouco conhecido no Brasil, o Standard Vanguard é um dos mais importantes entre os automóveis britânicos do imediato pós-guerra. Com linhas elegantes e aerodinamicamente apuradas para as condições da época, inspiradas em modelos americanos da Plymouth e com uma suposta influência do GAZ-M20 Pobeda soviético, foge um pouco ao padrão dos "anos de austeridade" e contava com soluções técnicas um tanto avançadas também sob a perspectiva de então, como o uso de suspensão dianteira independente, barras estabilizadoras tanto no eixo dianteiro quanto no traseiro, freios hidráulicos (ainda a tambor nas 4 rodas) e, possivelmente a mais peculiar para quem associa câmbios manuais de 3 marchas à imagem das banheiras americanas sem sincronização das marchas, o Vanguard incorporada sincronizadores para todas as 3 marchas à frente apesar da ré ainda "seca", além de ter sido oferecida como opcional a partir de 1950 uma overdrive que podia ser usada na 2ª e na 3ª marchas e na prática fazia com que passasse a contar com 5 marchas à frente. Com tantas soluções arrojadas, o chassi do modelo acabou por ser reaproveitado no esportivo Triumph 2000. O exemplar da foto, flagrado por mim no ano de 2010 em Pelotas-RS, é da 1ª geração produzida de 1947 a 1953, mas como já incorporada as alterações introduzidas em 1952 no capô (ligeiramente mais baixo) e na grade dianteira, além das janelas traseiras mais largas, era referido pela fábrica como Phase 1A ao invés de Phase 1.

O motor de 4 cilindros em linha com camisas úmidas, válvulas no cabeçote e comando no bloco, movido a gasolina, com cilindrada de 2.1L (mais precisamente 2088cc com diâmetro de 85mm e curso de 92mm) e potência de 68hp tinha uma concepção essencialmente agrícola, pois havia sido inicialmente desenvolvido para uso em tratores Ferguson TE20. Uma curiosidade acerca do motor Standard "wet-liner four" é que, durante uma tentativa abortada de fusão entre a Standard e o Rover Group, uma versão Diesel também de 2.1L (mas com 2092cc devido ao diâmetro de 80,9625 e curso de 101,6mm) desenvolvida para a 2ª geração (Phase 2) do Vanguard serviu de inspiração para o primeiro motor desenvolvido especificamente para a Land Rover, um Diesel de 2.05L (2052cc com diâmetro de 85,7mm e curso de 88,9mm) referido oficialmente como "2-litre" cujo desenvolvimento se expandiu até chegar ao Maxion 2.5HS que no Brasil foi usado nas Chevrolet S10 e Blazer, além das Ford Ranger e F-1000 e na primeira geração da Mercedes-Benz Sprinter trazidas da Argentina. Mesmo com a versão de 3.0L usada na Ranger argentina de 2006 a 2011 já tendo incorporado comando de válvulas no cabeçote (OHC), ainda era derivado da mesma "receita" incorporada pelo Rover Group mediante a tentativa de fusão com a Standard.

Também é conveniente destacar que os primeiros modelos a usarem a marca Jaguar, ainda produzidos pela Swallow Sidecars, eram equipados com motores Standard, mas a sigla SS que podia significar tanto Standard & Swallow quanto Swallow Sidecars ficou malvista a partir de 1937 com a conotação nazista ao ser usada para designar as "Schutzstaffel". Portanto, mesmo que a Standard já não exista como marca, ainda deixou um rico legado para a indústria automobilística tanto em âmbito britânico quanto mundial.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Hyundai Galloper de chassi curto e duas portas

Baseado na 1ª geração do Mitsubishi Pajero, o Hyundai Galloper foi produzido entre '91 e 2003 na Coréia do Sul e esteve disponível no mercado brasileiro entre '98 e '99. No entanto, a versão de chassi curto e duas portas não chegou a ser trazida, embora tenha feito sucesso em alguns mercados como o chileno. O exemplar das fotos, estava equipado com motor Hyundai D4BH de 2.5L, basicamente uma versão do Mitsubishi 4D56 feita sob licença, e emplacado no Chile.

domingo, 24 de abril de 2016

Clássico de peso: DeSoto 1942 ambulância militar

Poucos lembram da DeSoto, mas foi uma das muitas marcas da Chrysler Corporation e, junto à Fargo, chegou até a fazer muito mais sucesso que a Dodge no segmento de veículos utilitários em alguns mercados de exportação. O exemplar da foto acima, um caminhão com tração 6X6 usado na II Guerra Mundial, foi configurado como ambulância, e conta com uma das muitas versões do motor Chrysler Flathead Six (de válvulas laterais) desenvolvida para serviços severos. Apesar de ter o comando de válvulas acionado por corrente ao invés de diretamente por engrenagens, era um motor muito simples e de fácil manutenção, com a disponibilidade do torque em baixas rotações mais próximo do que se esperaria de um motor Diesel, tanto que mesmo após ser substituído pelo Slant-Six de válvulas no cabeçote (mas que mantinha o comando no bloco) em modelos civis, continuou sendo aplicado a viaturas militares até a Guerra do Vietnã. Quando equipado com um distribuidor devidamente protegido contra infiltração de água, nem a transposição de trechos alagados era tão problemática para o Flathead Six, contanto que a tomada de admissão fosse suficientemente elevada para impedir um calço hidráulico.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Kombi "corujinha" com porta lateral corrediça

Embora não tenha sido uma opção oferecida regularmente para a Kombi "corujinha", alguns exemplares como esse das fotos chegaram a ser adaptados posteriormente com uma porta lateral corrediça de folha única em substituição à porta bipartida de abertura convencional. Além da cobertura sobre o trilho, a posição da maçaneta já faz saltar aos olhos essa modificação.