quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Clássico brasileiro: Gurgel Tocantins

Numa época em que soft-roaders contam com uma grande parcela do mercado, é conveniente lembrar de alguns modelos que anteciparam de certa forma esse conceito, como o Gurgel Tocantins, fabricado entre 1988 e 1995, sendo último modelo baseado na gloriosa série Xavante (X10/X12) lançada em 1973.
Na verdade, seria até certo ponto injusto classificar o Gurgel como um mero soft-roader, considerando que o layout mecânico era mais apto a enfrentar condições severas de terreno. A clássica combinação de motor Volkswagen boxer refrigerado a ar montado atrás e tração traseira mantinham uma boa concentração de peso ao redor do eixo motriz, e um sistema com duas alavancas auxiliares para acionar de forma independente o freio de cada roda traseira (conhecido como Selectraction) servia para compensar a ausência de um bloqueio de diferencial na hora de transpor atoleiros. O chassi, feito com tubos de aço de seção quadrada, era revestido pelos painéis da carroceria, moldados em plástico reforçado com fibra de vidro, formando uma espécie de monobloco, num método denominado "plasteel".
Apesar de ser um projeto já antigo, e influenciado pelas limitações tecnológicas do Brasil durante a época de restrição às importações, o Gurgel Tocantins deve ser observado com algum respeito tanto pelo valor histórico quanto pela capacidade de incursão off-road, superior a muitos crossovers compactos modernos.

2 comentários:

  1. Tem razão, esses pelo menos eram feitos para ser jipinho de verdade mais do que para desfilar em estacionamento de shopping.

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  2. Antes era menos incomum ver um desses, a PM usava bastante no interior de São Paulo. Alguns que depois foram vendidos em leilão até tem ainda umas barras de passar algema no banco traseiro.

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