sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Momento nostalgia: Comil Bella

Ontem pela tarde avistei esse microônibus Comil Bella próximo ao centro de Porto Alegre. O modelo foi produzido entre os anos de 2000 e 2002, tendo como base o chassi Mercedes-Benz LO-412 Windlauf, que na prática era basicamente um chassi de Sprinter. À primeira vista poderia parecer um tanto non-sense optar por comprar um chassi separado e depois esperar pelo processo quase artesanal que é o encarroçamento ao invés de partir para um furgão integral mas, além do aspecto visual até bastante agradável que a Comil conseguiu aplicar ao Bella, a maior flexibilidade na escolha do layout de poltronas e eventuais soluções para otimização do espaço para bagagens se mostravam vantajosos, além dos furgões serem proibidos no transporte seletivo (também conhecido como "lotação" ou "alternativo", excetuando tanto o transporte escolar quanto serviços charter) em algumas cidades como Porto Alegre, Recife e Manaus. Infelizmente não há hoje no mercado brasileiro nenhum chassi para microônibus nessa faixa de peso bruto total em torno de 4 toneladas, mas a considerar o cenário de restrições ao tamanho e peso máximo de veículos para circulação em zonas centrais e também a maior facilidade de circulação por áreas densamente povoadas e com vielas mais estreitas na periferia faz com que investir nesse segmento possa ser uma boa oportunidade de negócio para fabricantes como Renault (que poderia se valer da plataforma do Master, de tração dianteira, e apostar na acessibilidade em função da altura de embarque mais baixa e com menos degraus), Ford (podendo oferecer uma alternativa para o transporte de passageiros após o fim da importação da Transit, e poderia ainda aproveitar componentes mecânicos da Ranger argentina ou da relançada F-350), Fiat (que a bem da verdade até hoje nunca ofereceu nem sequer uma versão de chassi-e-cabine da Ducato, apenas os furgões integrais), e naturalmente a Mercedes-Benz (que ainda oferece o chassi da Sprinter avulso para encarroçamento especial na Europa)...

2 comentários:

  1. Faria mesmo algum sentido usar um chassi mais leve e motores mais econômicos nos microônibus.

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  2. Agora que tem mesmo tanto furgão de tração dianteira é uma boa deixa para melhorar a acessibilidade nos microônibus, já que o chassi é mais baixo fica na medida para usar aquela rampa manual que tem nos ônibus de motor traseiro com piso baixo

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