sábado, 17 de março de 2012

A maldição de Henry Ford ataca novamente...

Acredite se quiser, o modelo da foto acima é vermelho...

Que o mercado brasileiro sofre com o "daltonismo automotivo" já não é novidade para ninguém, a profusão de carros no padrão preto-e-prata demonstra tal fenômeno da melhor (ou PIOR) forma possível...
Por exemplo, até o Nissan LEAF, que tem o apelo hi-tech do design ainda mais reforçado por um característico tom metalizado de azul, mesmo não sendo comercializado oficialmente já começa a ser visto em cores mais sem-graça sóbrias como o "pretinho básico".
O preto perdeu o status associado à simplicidade das antigas linhas de montagem de Henry Ford apenas por secar mais rápido, numa época em que estufas para pintura pareciam um devaneio de ficção científica, passou a ser percebido quase como nobiliárquico, mantendo algum valor mais alto de revenda. E atualmente o prata acaba sendo bem cotado devido ao aspecto de nobreza associado à tonalidade metálica, além de oferecer melhor conforto térmico ao enfrentar a inclemência do sol abaixo do Equador.
Mas, na prática, o consumidor que deseja uma cor diferenciada no veículo acaba tendo cada vez menos opções, como um tom de vermelho metalizado que tem um resultado controverso no LEAF, por exemplo...

Num contexto mais generalista, o branco acaba tendo uma boa aceitação na região Sul por conta da sobriedade e boa visibilidade à noite, e no Nordeste devido ao menor aquecimento da cabine ao ficar exposto ao sol, mas em São Paulo é rejeitado por ser a cor-padrão dos táxis. Atualmente acaba sendo uma das cores mais populares em utilitários por ser uma das mais baratas, a ponto de na Kombi ser atualmente a única opção...

Hoje, uma alternativa para driblar a falta de opções de cores acaba sendo o plottering, também conhecido como "envelopamento" ou "plotagem". A técnica, que consiste na aplicação de adesivos de vinil para cobrir total ou parcialmente a carroceria do veículo, já bastante comum na padronização da identidade visual de frotas comerciais, recentemente começou a ganhar espaço junto ao consumidor de veículos particulares por juntar o desejo de personalização a uma fácil reversibilidade visando manter o valor de revenda.
Vale destacar que o custo, principal razão para a atual hegemonia do preto-e-prata, acaba sendo mais favorável à plotagem do que a uma repintura completa, além da agilidade no serviço por não demandar uma desmontagem (total ou parcial) do veículo para a pintura nem algum tempo para secagem.

Na prática, por mais que Henry Ford acreditasse que o cliente poderia escolher um carro na cor que quisesse, desde que fosse preto, o consumidor só se rende a essa maldição por economia mas ainda deseja mais liberdade para ter um veículo mais de acordo com a personalidade do proprietário...

3 comentários:

  1. Falando em cores, me fez lembrar mais um feito da CAOA em cobrar 10 mil reais a mais em qualquer modelo da Hyundai que seja da cor branca!!!

    Isso é um roubo a mão armada (e com "arma branca" no pescoço!)

    Abs
    Kiko Molinari - Carros Raros BR

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    Respostas
    1. Essa da "arma branca" foi boa. Mas o CAOA abusa mesmo...

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  2. coisa horrivel esse leaf vermelho, os farois parecem um japonez vesgo com olhos esbugalhados

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