domingo, 2 de fevereiro de 2014

Importados usados: mosca branca ou mico preto?

A reabertura dos portos na década de '90 serviu para escancarar o abismo técnico entre os veículos brasileiros e o que havia em mercados mais abertos à livre concorrência. Atualmente, no entanto, alguns potenciais compradores ficam receosos quanto a uma indisponibilidade de peças de reposição para modelos como a Suzuki Baleno SW. De fato, conseguir alguns itens de acabamento não é tarefa das mais fáceis, embora alguma gambiarra solução alternativa possa ser implementada, por mais que às vezes o resultado estético fique um tanto discutível.
No caso específico da Baleno, a mecânica pode despertar preocupações, mas além de muitos componentes serem intercambiáveis com a linha Chevrolet/Opel e até com alguns modelos da Fiat, convém lembrar que o interesse despertado pelos sport-utilities da marca nipônica como o Grand Vitara faz com que não seja tão difícil encontrar mecânicos com boa-vontade para encarar o motor original.
Cabe salientar, no entanto, que para os 4X4 há públicos-alvo muito distintos, desde as madames que acreditam quando um picareta diz que o jipinho "nunca fez trilha" até uma turma mais engajada no off-road recreativo que dá o valor para alguns upgrades, inclusive trocas de eixos, câmbio, caixa de transferência e motor, visando sobretudo uma maior facilidade de manutenção.

A bem da verdade, hoje muitos componentes são fornecidos por sistemistas como a Bosch, a Denso, a Delphi, entre outras, e assim para reduzir custos é possível que modelos de segmentos muito diferentes tenham algumas peças compartilhadas. Quem diria que um Suzuki Vitara poderia usar o mesmo ar-condicionado de um simples Gol?

Às vezes, checando listas de peças equivalentes, nos deparamos com interessantes surpresas: quem poderia dizer que um Mercedes-Benz 300E, além de muitos componentes elétricos idênticos aos do Santana, usaria os mesmos terminais de direção da Brasília? A mesmíssima peça pode servir modelos com um status muito diferenciado, e sabendo onde procurar é possível fazer uma boa economia...

Na prática, o desconhecimento do grande público, além da ganância e má-vontade de alguns profissionais da área de manutenção automotiva que optam por se dar bem em cima de quem apareça na oficina com um veículo "diferente", são o que mais influencia na deterioração do valor de revenda de importados usados, como o Suzuki Swift, mesmo que ofereçam uma inegável superioridade técnica em relação a modelos de fabricação brasileira com uma proposta semelhante ou, em alguns casos, revelam uma relação custo/benefício até melhor que a de um "popular" zero-quilômetro quando se leva em consideração, além do consumo de combustível e outros insumos, a intercambialidade de peças com veículos mais comuns no mercado visando reduzir os gastos com manutenção geral, fazendo com que até uma caminhonete a diesel como a Mazda B2200 possa ser vista como um bom investimento. Assim, é possível levar mosca branca a preço de mico preto...

3 comentários:

  1. Tras unos muchos años que no he visto un Brasilia, pero es muy bueno para la clase de los bantam. Me gusta la aptitud a recorridos por todo terreno. Acerca de los Suzuki creo que te acuerdes que a unos años usaban motor Peugeot diesel en India.

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  2. Vale mesmo a pena esses carros importados. Eu tenho um Daewoo daqueles que é basicamente um Chevrolet coreano, as peças normalmente são as mesmas então o custo de reposição não é tão caro, e o melhor é não ser tão visado pela ladroagem, o que acaba sendo uma tranquilidade já que não fazem seguro de carro com mais de 10 anos.

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  3. Show de bola. Carro importado não é tanto aquele bicho de 7 cabeças todo, mas tem que ter um mecânico de confiança que não tenha medo de coisa nova nem queira ser desonesto só para se dar bem em cima.

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