sábado, 1 de junho de 2013

Tão parecidos, mas tão diferentes: Land Rover Defender e Gurgel Carajás

Um ícone clássico do mundo off-road, o Land Rover Defender mantém uma legião de fãs incondicionais apesar da idade avançada do projeto já mostrar algumas limitações no tocante ao cumprimento de normas de segurança sem promover descaracterizações muito profundas. A suspensão com eixos rígidos ainda é apreciada por muitos entusiastas e operadores comerciais em função do baixo custo de manutenção. Esteve disponível com diversas opções de motores de 4 cilindros tanto a diesel quanto a gasolina, além de um V8 de 3.5L a gasolina com projeto adquirido da General Motors, e por um breve período exemplares montados na fábrica da BMW em Rosslyn, nas imediações de Pretória, foram equipados com o mesmo motor de 6 cilindros em linha, 2.8L e cabeçote DOHC usado pelos sedãs BMW 328i e 528i para atender a uma antiga preferência do mercado sul-africano por motores de ignição por faísca. Atualmente conta apenas com um motor turbodiesel de 2.2L e 122hp originário da Ford.

Gurgel Carajás: produzido em série entre 1984 e 1991, com alguns exemplares ainda feitos sob encomenda até a falência da Gurgel em 1995, foi um dos muitos veículos brasileiros com carroceria de fibra de vidro e mecânica Volkswagen do período de restrição às importações, contava com um chassi tubular próprio ao qual era montada uma carroceria de fibra, com motor Volkswagen EA-827 (o tradicional AP) na frente e transeixo de Kombi modificado atrás para melhorar o balanço de peso entre os eixos e auxiliar na compensação da falta de tração nas 4 rodas como no pesadão Toyota Bandeirante e no Jeep Willys que ganhou uma sobrevida nas mãos da Ford até 1983.
A suspensão era independente nas 4 rodas, que a Gurgel anunciava como 4-WIS, do inglês Four-Wheel Independent Suspension, parafraseando a sigla 4WD muito usada em modelos estrangeiros com tração nas 4 rodas (Four-Wheel Drive). Para tentar compensar a limitação da tração apenas traseira, um sistema de freio seletivo para as rodas traseiras (Selectraction) gerava um efeito semelhante ao de um bloqueio de diferencial a um custo mais baixo, com duas alavancas secundárias ao lado da principal do freio de estacionamento, para gerar uma resistência ao rolamento da roda que estivesse girando em falso ("patinando") e a força motriz fosse direcionada à roda que estivesse apoiada numa superfície mais estável.
Gurgel Carajás com 4 portas: configuração extremamente rara, já começa a despertar o interesse de colecionadores
Foi apelidado de "Defender brasileiro" numa referência à aparência quadradona e bruta. Os exemplares das fotos usam motor 1.8L a gasolina, que foi o mais popular, mas também houveram raros 1.8L a etanol (álcool) 2.0L a gasolina e 1.6L a diesel, ainda que a falta de tração nas 4 rodas e a capacidade de carga homologada em 750kg (3/4 de tonelada) teoricamente o desqualificassem para o uso desse tipo de motorização de acordo com a legislação brasileira vigente a partir de 1976.
Este exemplar foi usado como ambulância por muitos anos em Pelotas-RS

4 comentários:

  1. Diz a lenda que alguns Carajás já saíram da fábrica equipados com sistema de tração 4x4 fornecido pela Nissan, mas restritos à exportação por causa da reserva de mercado.

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  2. I remember to have seen a few smaller Gurgel buggies in Caribe, but they had Volkswagen Beetle drivelines instead.

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  3. alguem sabe as medidas para essa gurgel de 4 portas? tou precisando do comprimento, largura, altura e distancia entr eixos, porque essa e mais longa que a normal.

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    1. A fica técnica é mais fácil de conseguir procurando em clubes de carros antigos, e já tem até alguns mais focados em Gurgel.

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