segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Algumas observações ao escolher uma motocicleta

Motocicletas podem ser uma boa opção para quem busca um veículo simples e de custo operacional baixo para transporte individual, ainda que acabe-se abrindo mão da capacidade de carga, conforto e segurança nitidamente superiores de um automóvel convencional de 4 rodas ou de um triciclo. Algumas, como a Honda Biz, em determinadas circunstâncias podem ter um custo operacional inferior ao uso do transporte coletivo, serviço cuja qualidade muitas vezes deixa a desejar, enquanto outras tecnicamente mais sofisticadas como a Yamaha YZF-R1 entregam desempenho de Ferrari a preço de Corolla.

Considerando no entanto a qualidade nem sempre exemplar da pavimentação nas principais vias brasileiras, motocicletas trail, também conhecidas como on/off-road, como a Honda NXR 150 Bros e a Yamaha XTZ 125, tem oferecido uma boa relação entre robustez e baixo custo operacional, além de uma aptidão moderada ao enfrentamento de terrenos mais severos no off-road recreacional, desempenhando uma função que pode ser classificada em mesas de botequim como a de um "SUV de pobre". A posição de pilotar induz a manter uma postura mais ereta, reduzindo a fadiga e lombalgias. É usual que tenham relação final de transmissão ligeiramente mais curta que a de motocicletas básicas com as quais compartilham os respectivos motores, a Honda CG 150 e a Yamaha YBR 125, o que se por um lado confere maior agilidade no tráfego urbano por outro restringe um tanto a velocidade máxima, trazendo limitações ao uso rodoviário.

Para conciliar um desempenho mais adequado aos distintos cenários operacionais com alguma economia de combustível, a faixa de cilindrada entre 250cc e 400cc mostra-se a mais favorável, com destaque para modelos como a Yamaha Ténéré 250 e a Honda NX4 Falcon.

Também merece menção a Honda XRE300. Ainda que o design seja mais controverso que o da antecessora Honda XR 250 Tornado (como pode ser notado pelos apelidos "Pica-Pau" e "mosquito da dengue"), além do câmbio de apenas 5 marchas contra o de 6 que se usava na Tornado, é uma das poucas motos nacionais de baixa cilindrada a oferecer freios com ABS como opcional. Tal dispositivo proporciona frenagens mais seguras mesmo que as condições de aderência da pista não estejam tão próximas do ideal.

Pesando os prós e contras, e considerando ainda as condições de pavimentação e velocidade nas rotas a serem percorridas, escolher a motocicleta mais adequada não é tão difícil quanto pode parecer inicialmente.

2 comentários:

  1. Na pista da auto-escola é até fácil usar a embreagem, mas na cidade freando subitamente pode ficar até perigoso, por isso que é bom a automática da Honda Biz. Mas se tivesse esse sistema pelo menos como opcional eu até arriscaria pegar uma moto maior e talvez até criasse coragem de pegar estrada de vez em quando.

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    1. Uma maior disponibilidade da embreagem automática em motos de maior cilindrada até seria mesmo bem-vinda, apesar do preconceito de alguns motoqueiros. Vale lembrar que a própria Honda chegou a oferecer nos mercados americano e canadense câmbio semi-automático de duas marchas (embora muitos confundissem com um automático propriamente dito) na Honda CB 750 entre '76 e '78 e em '78 na CB 400.

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