quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Bicicletas no trânsito: difícil convivência...

Essa semana, uma amiga minha foi atropelada e teve uma costela quebrada. Antes que venha algum desavisado emitir conclusões precipitadas acerca de pedestres e motoristas desatentos, é importante frisar que o atropelador conduzia uma bicicleta, e não teve nem a hombridade de parar para prestar socorro. Vale lembrar que a omissão de socorro é crime. Logo, se aparecer qualquer indício que leve ao meliante, as consequências serão mais sérias do que se tivesse ao menos cumprido a própria responsabilidade no ato...

Ao contrário de veículos motorizados, que necessitam de emplacamento para rodar em vias públicas, o mesmo não ocorre com as bicicletas, o que torna mais difícil responsabilizar os condutores por alguma infração de trânsito. Chega a ser cômico o discurso de alguns bicicleteiros mais fanáticos de que o carro "anula a identidade" de quem o dirige, com o veículo tendo mais destaque que o próprio condutor, mas tem hora que a bicicleta se revela mais conveniente para se evadir de algum local deixando menos rastros...

Não tem sido incomum se deparar com bicicleteiros em Porto Alegre, que em diversas ocasiões tem adotado uma postura arrogante e irresponsável, dificultando a boa convivência no trânsito enquanto desafiam a paciência de motoristas, a integridade física de pedestres, e até a própria integridade física. É bastante usual vê-los desrespeitando a sinalização de trânsito enquanto avançam pelos cruzamentos sem dar atenção aos semáforos, subindo pelas calçadas e expondo pedestres ao risco de um atropelamento, como se o tocar de uma campainha ou um grito de "olha a bike" os alçasse ao patamar de divindades do trânsito. Alguns ainda mais exibicionistas, ao mesmo tempo que fazem um discurso sobre medidas de "traffic-calming" para diminuir a velocidade média dos automóveis, revelam uma hipocrisia ao ostentar trajes semelhantes aos usados no ciclismo de competição...

Apesar da bicicleta gozar de precedência sobre os veículos motorizados de acordo com o mal-formulado Código Brasileiro de Trânsito, um pouco de bom-senso por parte dos bicicleteiros já traria uma significativa melhora na convivência com os condutores de veículos motorizados.
Manter a distância de 1,5m ao ultrapassar um ciclista, além de ser difícil de fiscalizar por parte das autoridades, muitas vezes pode atrapalhar ainda mais a fluidez do trânsito. Limitar o uso da bicicleta a vias onde a menor velocidade média causaria menos transtornos, por exemplo, já seria um avanço...
Placa instalada CLANDESTINAMENTE por bicicleteiros numa das principais avenidas de Porto Alegre
Fica difícil a convivência com quem não quer assumir as próprias responsabilidades na condução de um veículo. Insistem em pedir que se compartilhe a pista, mas ao menos uma vez por mês (quase sempre na última sexta-feira do mês) um grupinho de pseudo-intelectuais com aspirações "politicamente-corretas" promove uma inconveniente "bicicletada" que prejudica não só o fluxo de automóveis e motocicletas particulares como também dos ônibus. Adotando a bicicleta não mais como meio de transporte, mas como bandeira política dentro de um contexto "contra-tudo" com a intenção não mais de promover o uso da bicicleta como opção, mas de vilanizar quem opta pelo uso de um veículo motorizado...
Há quem se arrote como um "ser humano melhor" por usar a bicicleta, com toda aquele exaustivo discurso sobre meio-ambiente, tudo muito bonito na teoria mas que na prática se mostra utópico demais...
Por mais que a bicicleta e outros veículos de propulsão humana possam ter alguma utilidade, mais limitada em função dos trajetos a serem percorridos, não é justificável apontar os veículos motorizados como o único motivo para a violência no trânsito...

Um comentário:

  1. O pior de tudo é a hipocrisia desse povo que acha que merece privilégios por ser "alternativo". Lugar de bicho-grilo é no meio do mato.

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