terça-feira, 9 de agosto de 2011

O choro é livre...

Não é possível ter uma unanimidade, sempre vai haver quem discorde das nossas opiniões. Entretanto, o bom senso e o respeito se fazem necessários para manter o bom nível das discussões.

Numa postagem que eu fiz sobre os "cicloativistas" e acidentes, pouco tempo após a morte de um conhecido empresário ítalo-brasileiro em um acidente envolvendo a bicicleta conduzida pelo mesmo e um ônibus com o qual foi atropelado, um "cicloativista" fez um comentário de teor ofensivo, que em respeito aos demais leitores eu me vi obrigado a censurar. Ofende a honra do motorista ao rotulá-lo como criminoso, entre outras manifestações com as quais eu não pude concordar. Até preferi omitir o nome do empresário falecido, em respeito à privacidade da família, pois o meu interesse não era explorar a tristeza dos outros para defender a minha opinião contrária ao "cicloativismo" ou fazer self-marketing.




Em seguida, num outro comentário feito pelo mesmo "cicloativista", ele alega ter ficado ofendido e por isso teria reagido de forma agressiva. Mas não pensou na ofensa ao dizer que quem aprecia veículos motorizados tem "cérebros atrofiados", nem ao rotular um trabalhador como criminoso. Depois, ainda repete aquele discurso ensaiado de que "os carros atrapalham", como se mesmo em calçadões o alto fluxo de pedestres não atrapalhasse os próprios pedestres... Parece esquecer que o planejamento viário em grandes cidades como Porto Alegre é péssimo, várias obras importantes para otimizar o fluxo como passagens de nível e passarelas para pedestres na 3a Perimetral e na antiga rótula da Av. Nilo Peçanha deram lugar a semáforos que apenas bloqueiam o fluxo e gastam energia elétrica à toa...


Ainda questiona a real condição de uma pessoa que se intitula ciclista, se é atleta, uma pessoa que usa a bicicleta para se locomover ao local de trabalho passear num fim de semana ou usar por esporte mesmo não sendo atleta, algo que a meu ver não é possível pois ao praticar um determinado esporte regularmente já se exerce o atletismo, ainda que de forma amadora/recreativa. Ora pois, o problema não é com os ciclistas, mas com os "cicloativistas". Eu mesmo já fui mais ativo como ciclista, pedalava com alguma regularidade quando era moleque mas nunca tive pretensão atlética, nem politiqueira como um "cicloativista".

Chega ao cúmulo da má-vontade ao ironizar a possibilidade de um ciclista manter um blog sobre carros. Parece nunca ter ouvido falar no Carros Raros BR, mantido pelo estimado amigo Cristiano "Kiko" Molinari, entusiasta do ciclismo e usuário de bicicletas como instrumento de locomoção, que ainda é colaborador do Bizarrices Automotivas. Logo, nem todo ciclista é um "cicloativista" com ódio contra automobilistas.

Depois, cai em contradição ao dizer que tem carro mas "usa mais do que gostaria", e que raramente recorre ao transporte coletivo ou aos táxis. Tudo bem que táxi é caro, e os ônibus não são o máximo de conforto, mas não é por falta de opção que ele é "obrigado" a ter um carro. Uma possibilidade de reduzir o footprint seria uma motocicleta, ainda mais levando em conta que mesmo modelos de baixa cilindrada hoje contam com injeção eletrônica e até motores bicombustível aptos a rodar com etanol, "menos sujo" que a gasolina. Ou mesmo "eletrificar" o veículo convencional que ele alega possuir. Não é difícil fazê-lo, ainda que tentem nos transmitir a idéia de que a tração elétrica é um bicho de sete cabeças para cobrar mais caro. Mesmo no Brasil já há experiências de sucesso nesse campo, tanto feitas por empresas quanto por entusiastas. É tão fácil que mesmo para bicicletas hoje se encontra kits de propulsão auxiliar com uma bateria tracionária, um hub-motor, controlador de velocidade e carregador para a bateria, e um moleque monta em poucas horas...

Eu não incentivo ações violentas contra "cicloativistas", mas não me oponho a uma reação enérgica contra abusos que venham a praticar nas vias públicas, que assim como não são um autódromo não são velódromo.

9 comentários:

  1. Nuss!!! O.o*

    Tem certos "ativistas" que são bem bitolados! Não sabem de nada e querem "pagar de agitador". Francamente, se quiser lutar por alum ideal o certo seria pesquisar sobre o assunto antes de "queimar a cara" por ai afora.

    Já outros parecem que querem mesmo é "trollar", isto é, usar uma causa para tumultuar a coisa toda, e no caso dos cicloativistas alguns deles acabam envergonhando a classe.

    Abraços
    Kiko Molinari

    ResponderExcluir
  2. A questão das ciclovias eu não me oponho, pois pode beneficiar trabalhadores e estudantes. O problema é que no Brasil se mistura demais as coisas, então ao invés de tentar promover a bicicleta parece haver um interesse em vilanizar o automóvel, talvez por ainda ser promovido como um símbolo de sucesso financeiro no meio de toda essa pobreza que se vê nas ruas.

    ResponderExcluir
  3. O problema também é o povo que não respeita as opiniões alheias.

    ResponderExcluir
  4. Realmente a falta de respeito às opiniões alheias é o que faz esse atraso de vida todo se perpetuar. São sempre os mesmos que reclamam que não tem espaço para expressar ou pôr em prática as opiniões e idéias, mas quando é dada a oportunidade começam a querer radicalizar e chutar o balde...

    ResponderExcluir
  5. Se for para esses playboys ficarem abusando com essas bicicletas era melhor meter placa nelas que pelo menos facilitaria caçar eles depois e cobrar as devidas responsabilidades. Esses marginais se prevalecem quando estão em bando e apesar da bicicleta não ter potência para fugir nem de Fiat 147 conseguem se dispersar facilmente e dificultar ainda mais a identificação do grupo todo.

    ResponderExcluir
  6. No deberias enojarte tanto, eso es solo un de los tantos idiotas que hay en el mundo. Creo que no lo iba a tener cojones para ir al cúmen del Pinatubo en una bicicletita.

    ResponderExcluir
  7. Eu tenho uma idéia de texto sobre trânsito, baseada em minha experiência de quase quarenta anos vendo a evolução(?) do trânsito em Goiânia. Verei se apresso a formulação da idéia, ela cabe muito bem no contexto.

    ResponderExcluir
  8. Fica complicado tratar esse tipo de gente por causa dos direitos humanos. Meu pai é brigadiano e acompanhou de perto a época que a merda começou a feder mais e ficava tenso relar o dedo nos vagabundos, mas eu duvido que uns 5 dias de cadeia no quartel numa cela com água até as canelas não deixe esse cicloativista puto manso que nem cachorro. Cara não sei se tu ficou sabendo que esse domingo teve um cachorro de rua atropelado por um lixo humano que estava pedalando bêbado na João Pessoa.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Esse teria que passar no mínimo umas 3 semanas numa cela dessas. Quanto ao cachorro atropelado eu não fiquei sabendo, mas já vi muitos desses comunistas-de-shopping pedalando com o rabo cheio de mé na Venâncio - teve um até que se meteu a besta de me falar merda por me ver caminhando usando uma jaqueta da Kawasaki.

      Excluir

Por favor, comente apenas em Português ou em Espanhol.

Please, comment only in Portuguese or Spanish.
In doubt, check your comments with the Google Translate.

Since July 13th, 2011, comments in other languages won't be published.