segunda-feira, 1 de julho de 2013

Uma reflexão sobre a nova cobrança de pedágio para caminhões

O transporte tem um peso significativo na composição dos preços de qualquer produto, e na realidade brasileira o transporte rodoviário feito com caminhões é onipresente, tanto para curtas distâncias dentro dos centros consumidores quanto nas regiões produtoras, assim qualquer aumento no custo operacional desse tipo de veículo gera algum aumento na inflação, arrochando o poder de compra do cidadão.

Muitas vezes, a malha viária apresenta condições aquém do que seria adequado para um escoamento seguro e eficiente da produção dos rincões mais distantes até os grandes centros consumidores, apesar dos elevados gastos com impostos, desde IPVA, licenciamento anual e seguro DPVAT até outras taxas embutidas no preço de insumos como pneus, óleo diesel, lubrificantes, peças de reposição diversas, entre outros, que na prática servem mais para sustentar uma máquina pública extremamente parasitária ao invés de retornar em benefícios para a população.

Para cumprir os limites de peso máximo admissível por eixo, de modo a preservar a pavimentação de ruas e estradas, ganharam popularidade os eixos de apoio, quase sempre adaptados por empresas independentes, mas também disponibilizados como opcional de fábrica em alguns modelos.
Alguns contam com suspensor pneumático dos eixos de apoio, para que os pneus e o material de atrito dos freios sejam poupados em condições de pouca carga.
Antes, o eixo suspenso não era incluso na conta do pedágio, que para caminhões é cobrado normalmente por cada eixo que esteja em contato com o pavimento mas agora, para aumentar a arrecadação das empresas concessionárias de rodovias e também do governo que cobra impostos sobre as mesmas, de modo a cobrir subsídios para o transporte urbano de passageiros por ônibus, o pedágio de caminhões passa a ser sempre pelo número total de eixos, independentemente de quantos estejam efetivamente em contato com o pavimento.

Impor ao transporte de cargas que arque com o impacto de jogadas populistas é uma grande irresponsabilidade, basicamente uma tentativa de se tapar o sol com uma peneira ao se aproveitar da "invisibilidade" dos caminhoneiros, classe muito desprestigiada mas que carrega o Brasil nas costas.

A meu ver, é extremamente inadequado jogar contra o principal modal de transporte do país, sobretudo quando não se apresenta nenhuma alternativa para minimizar o impacto de medidas meramente eleitoreiras sobre o custo de itens de primeira necessidade.
Depois, quando começar a faltar desde comida até papel higiênico, será tarde demais para chorar sobre o leite derramado...

3 comentários:

  1. Sou contra o jeito que a greve dos caminhoneiros está sendo conduzida, mas esse novo esquema de cobrança dos pedágios por eixo é abusivo mesmo.

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  2. É palhaçada mesmo, o governo sempre arranja algum outro jeito de ferrar o povo com impostos. Amputam uma perna para salvar um dedo duma mão.

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  3. Essa é mesmo a terra da roubalheira, aqui se paga para sustentar vagabundo para garantir o direito de trabalhar. Dá vergonha de ser brasileiro mesmo.

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