sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Momento nostalgia: Mitsubishi Expo LRV

Um daqueles carros difíceis de definir numa categoria específica, deixando alguns em dúvida se o mais adequado seria classificar como um hatch ou uma minivan, o Mitsubishi Expo LRV foi produzido entre '91 e '99 em Nagoya, e comercializado também como Mitsubishi RVR (Ásia e Oceania), Mitsubishi Space Runner (Europa), Dodge Colt Wagon/Eagle Summit Wagon/Plymouth Colt Vista Wagon (em parceria com a Chrysler no mercado americano). A cabine alta e, principalmente, a porta lateral deslizante são argumentos para quem prefira enquadrar o modelo como uma minivan. Apesar do tamanho próximo ao do Mitsubishi Lancer, a plataforma derivava do Mitsubishi Galant, e era basicamente uma versão encurtada da Mitsubishi Chariot (comercializada no mercado brasileiro como Mitsubishi Space Wagon até 2004, quando foi substituída pela Mitsubishi Grandis). Foi oferecida com motores 4G93 de 1.8L, 4G63 de 2.0L (incluindo algumas versões com turbo, usando o mesmo conjunto do Galant VR-4 e do Lancer Evolution), 4G64 de 2.4L (apenas em versões destinadas ao mercado americano) e o 4D68 Diesel de 2.0L, com opção de câmbio manual de 5 marchas ou automático de 4 marchas, além de opção por tração 4X4 com todos os motores exceto o 4G93. As versões destinadas ao mercado brasileiro acabaram contando apenas com o motor 4G63 e tração somente dianteira

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Hyundai H-100 Porter com climatizador evaporativo

A uns dias atrás eu e um amigo estávamos conversando sobre a instalação de um climatizador evaporativo num Hyundai HR, similar ao Hyundai H-100 Porter que aparece na foto acima. O modelo aparece equipado com um climatizador Maxiclima de reservatório externo (o "barril" de plástico preto montado logo abaixo do baú) e módulo evaporativo de perfil baixo. O modelo da foto conta com o motor D4BB de 2.6L, injeção indireta e aspiração natural, com modestos 79cv de potência e 17kgfm de torque, que certamente sofreriam um pouco mais se também tivessem que dar conta da carga demandada pelo compressor de um ar-condicionado convencional, embora tal equipamento seja atualmente oferecido nas versões do H-100 destinadas aos mercados filipino e sul-africano, onde ainda se usa o motor D4BB, embora no Brasil o grupo CAOA venha negligenciando uma parcela significativa do público consumidor de utilitários que tem demandado mais conforto nesse tipo de veículo, e acaba tendo que recorrer à adaptação de climatizadores evaporativos mesmo com o risco da anulação da garantia.

domingo, 10 de novembro de 2013

Fusca transformado em pick-up

Fusca com um kit de fibra para transformação em pick-up, acessório que foi disponibilizado durante a década de 80. Ao contrário de outros exemplares que eu já vi anteriormente, esse preservava a frente original ao invés daquelas usadas em baja-bugs.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Momento nostalgia: Gol Furgão

Anteontem estávamos eu e o Thiago, parceiro da equipe DieselNutz, relembrando o antigo Gol Furgão numa conversa sobre pequenos utilitários para entregas urbanas, e ontem vi esse no meu bairro. Produzido regularmente entre 1982 e 1994 com a carroceria quadrada, e até 1998 chegaram a sair alguns exemplares com a carroceria "bolinha" produzidos sob encomenda. É mais fácil encontrar entre os remanescentes os "quadrados", geralmente com motor Volkswagen EA-827 (o famoso "AP") ou Ford CHT, ambos 1.6L com opção por versões a gasolina ou álcool, embora tenham saído de fábrica pouquíssimos com motor CHT 1.0L. Foi muito popular nas frotas das companhias telefônicas e eletricitárias, além de ter sido usado pela assistência técnica da Brastemp e representantes comerciais da Coca-Cola. A capacidade de carga é de 420kg, num compartimento com volume total de 1200 litros.
Normalmente os espaços das janelas do compartimento traseiro são preenchidos por painéis em chapa de aço, mas alguns raros exemplares chegaram a ter a tampa traseira envidraçada.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Momento nostalgia: Fiat Siena 6 marchas

Primeiro carro "popular" a ser oferecido com câmbio de 6 marchas no mercado brasileiro, o Fiat Siena 6 Marchas foi introduzido em 1998, quando ainda era feito em Córdoba (Argentina), com as relações de marcha mais adequadas ao esforço adicional sobre o modesto motor 1.0L em comparação com o de 5 marchas usado em outras versões do Siena com motores 1.5L e 1.6L lançadas no ano anterior.
Contava com diferencial e 1ª marcha mais curtos para favorecer a agilidade nas arrancadas, e foi tomado como referência o câmbio do Fiat Punto europeu contemporâneo devido às faixas de potência e torque próximas (61cv e 8,1kgfm para o motor Fiasa 1.0L do Siena e 55cv e 8,6kgfm para o FIRE 1.1L do Punto). No ano seguinte, o mesmo conjunto seria usado na Fiat Palio Weekend 6 Marchas.
Permaneceu em produção até finais do ano 2000, quando após passar pela 1ª reestilização o Siena passou a ser oferecido com um motor FIRE 1.0L de 16 válvulas e o câmbio de 6 marchas deixou de ser oferecido. Ironicamente, no final de 2001 vinha a opção pelo FIRE de 8 válvulas de 55cv e 8,5kgfm, mas o câmbio de 6 marchas havia sido relegado ao passado.

Embora fosse a versão mais modesta do Siena, estava disponível com diversos pacotes de equipamento que não deixavam a desejar em comparação com as versões de motor mais avantajado, e serviu como base até para a versão 500, identificada pelo logotipo com 5 estrelas nos paralamas dianteiros, comemorativa aos 500 anos do descobrimento do Brasil.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Harley-Davidson Sportster 1200 bobber

A alguns dias atrás vi essa Harley-Davidson Sportster 1200 customizada ao estilo "bobber" no Bonfa.
Ao contrário das "choppers", que usam garfos muito longos, o ângulo de cáster é menor nas bobbers que normalmente usam o garfo original, favorecendo a manobrabilidade.

O proprietário da máquina relatou que prefere uma configuração mais old-school possível, tanto que o câmbio passou a ser controlado por uma alavanca manual, com a embreagem acionada no pé. Freio apenas na roda traseira, mas numa concessão à modernidade foi mantido o disco.
Alavanca de câmbio e pedal de embreagem
A pintura especial é um show à parte, contando até com a caveira que aparece no símbolo do estúdio Gentleman Tattoo (que fica localizado na Rua João Telles, perto da Hebraica).

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Triciclo utilitário artesanal em Canoas-RS

A uns 4 dias atrás, o meu pai flagrou esse triciclo de fabricação artesanal em Canoas, uma das maiores cidades da região metropolitana de Porto Alegre. Montado com um chassi de Mobylette extensamente modificado, usando motor, balança traseira, freio traseiro, roda traseira, lanternas, indicadores de direção e amortecedores de Honda CG 125, caixa de direção (de setor e rosca sem-fim) de Fusca, com uma caixa de carga dianteira. A configuração de duas rodas à frente e apenas uma atrás, conhecida como "tadpole-trike" ou "reverse-trike", não é tão comum no Brasil, mas é bastante aclamada por favorecer o equilíbrio de peso e a estabilidade direcional. Considerando a agilidade para manobras e o reduzido espaço ocupado pelo veículo sobre o leito carroçável da via, oferece uma boa racionalização da extensão da plataforma de carga, característica muito apreciável numa região com intensos volumes de tráfego urbano.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Pick-up DKW

Apesar de terem sido produzidas regularmente na Argentina, versões pick-up do DKW F-94 não são tão fáceis de encontrar no Brasil. Por aqui, o modelo produzido de 1958 a 1967 (até 1966 com faróis simples e grade oval) foi disponibilizado apenas nas versões sedan de 4 portas (DKW-Vemag Belcar) e wagon de duas portas (Vemaguet). O mais provável é que o exemplar tenha sido feito artesanalmente a partir de uma Vemaguet modificada...

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Considerações sobre a condução de tratores e maquinário pesado em vias públicas

A utilidade dos tratores tanto para incrementar a produtividade agrícola quanto para a movimentação de cargas pesadas é incontestável, mas ainda que tais veículos sejam normalmente mais usados apenas em locais fechados ao tráfego de veículos, como fazendas e pátios de manobra, nada impede que possam também transitar pelas vias públicas em deslocamentos entre lavouras, canteiros de obra e/ou garagens.

Podem ser equipados com sistemas de tomada-de-força hidráulica bastante complexos, para o acionamento de uma grande variedade de implementos, que acabam levando a um acréscimo significativo ao peso bruto total (PBT) do veículo, podendo superar facilmente a faixa de 3.500kg, tornando necessária a habilitação nas categorias dedicadas à operação de veículos profissionais (C, D ou E).

O tamanho de algumas máquinas, como as motoniveladoras (também conhecidas no Rio Grande do Sul como "patrola"), já inspira cuidados na condução devido às limitações que traz ao campo de visão do condutor, o que serve para justificar a exigência de habilitação especial.

A capacidade de tracionar reboques com PBT superior a duas toneladas também deve ser levada em consideração, mesmo no caso de um trator de pequeno porte com motor monocilíndrico como o clássico Agrale 4100. No entanto, produtores rurais vem pleiteando ainda sem sucesso por uma flexibilização dessa regra, visando que seja possível conduzir tratores com a CNH categoria B, sobretudo pelo menor custo e burocracia para a obtenção da mesma.

Para que o trânsito em vias públicas seja permitido, é obrigatória a presença dos mesmos itens de segurança exigidos para qualquer veículo automotor, desde sistema de iluminação, velocímetro, retrovisores, parabrisa com limpador, cinto de segurança, para-lamas, entre outros, e as placas de licença devem estar afixadas em locais visíveis.

Por erro do DETRAN, não é incomum se deparar com tratores emplacados mesmo sem ter as condições de segurança exigíveis, ou com a placa dianteira obstruída por algum implemento como uma pá-carregadeira.

É conveniente salientar, porém, que as relações de marcha e regimes de rotação do motor em tratores normalmente são otimizados para uma maior capacidade de tração em detrimento da velocidade máxima, o que pode comprometer a segurança ao trafegar abaixo do limite mínimo (50% da velocidade máxima) de algumas vias abertas a veículos.
Deve, portanto, prevalecer o bom-senso e respeitar as limitações da máquina, não apenas a questão da velocidade. Deve-se reconhecer os riscos adicionais que alguns implementos podem trazer, como "dentes" numa pá-carregadeira, além de alguns tratores terem freios subdimensionados e atuantes apenas no eixo traseiro, e não terem suspensão para filtrar as irregularidades do pavimento.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Clássico bruto: FNM D-11.000 V-12

Ver um "fenemê" rodando atualmente não é tão fácil, mas ontem avistei esse FNM D-11.000 V-12 trafegando pela Avenida Ipiranga, em Porto Alegre, próximo à PUC-RS.
Produzido entre 1958 e 1972, o D-11.000 usava motor FNM 9610 de 6 cilindros em linha e 11050cc, que desenvolvia 175cv a 2000RPM e torque de 67kgf.m a 1400RPM, com bloco em liga de alumínio. Por conta de problemas que acometeram alguns motores, vazamentos da água do circuito de refrigeração contaminavam o óleo, dando origem ao apelido "barriga-d'água" pelo qual o modelo também era conhecido. A versão denominada V-12, de "variante 12", trazia plataforma alongada e 3º eixo de fábrica, com carga útil de 15,2 toneladas e peso bruto total de 23 toneladas. As relações de diferencial eram bastante curtas, normalmente 8,75:1, limitando a velocidade máxima a 63km/h, embora um raro diferencial 6,05:1 possibilitasse uma velocidade máxima de 90km/h. Atualmente o mais comum é encontrar os poucos FNM remanescentes repotenciados, principalmente com motor Scania.