terça-feira, 13 de setembro de 2011

Planejamento viário ineficiente: o verdadeiro problema do trânsito

Nas principais cidades brasileiras, o trânsito pesado acaba sendo apontado como um dos maiores problemas. Entretanto, os automóveis e motocicletas podem ser considerados uma cash-cow ("vaca leiteira") pelo tanto que geram de impostos, que poderiam ter retorno adequado no investimento em melhorias na malha viária ou mesmo numa qualificação do transporte coletivo. A falta de aproveitamento da plataforma de carga em um veículo passa a ser o menor dos problemas ao se considerar o quanto de impostos caem nos ralos da corrupção ao invés de gerar benefícios para o contribuinte...

Um caso é a 3ª Perimetral, em Porto Alegre, que deveria ser uma via expressa, mas tem semáforos que acabam deixando o fluxo ainda mais lento em horário de pico. Chega a ser cômico haver semáforos até em cima de um viaduto. Em pelo menos 3 ruas de grande movimento que cruzam a 3ª Perimetral é viável a construção de passagens de nível, otimizando o fluxo e, ao se considerar o tempo que os veículos deixariam de ficar parados em marcha-lenta em função dos semáforos e em seguida o esforço das arrancadas, passariam a gastar uma quantidade menor de combustível naquele trecho e, por conseguinte, reduzindo as emissões poluentes. E infelizmente não é o único caso de uma engenharia de tráfego ineficiente em Porto Alegre, a ponto de um amigo meu haver me dito que considera "inviável" chegar de carro ao centro, e ainda ter que gastar com estacionamento. Vale destacar que, com as margens de lucro em alguns pátios de estacionamento particulares, já seria possível financiar a construção de alguns edifícios-garagem e, eventualmente, até manter uma espécie de praça no topo...

Como é de se esperar num local que sofreu com o colonialismo português, não faltam ruas estreitas, com espaços confinados que atrapalham manobras necessárias a operações de carga e descarga, e especificamente em Porto Alegre ainda há a presença de carroças obrigando os motoristas a manterem uma velocidade absurdamente lenta em vias que teriam condições de segurança para suportar um ritmo mais acelerado - um caso notório é a ponte sobre o rio Guaíba, já sobrecarregada pelo fluxo de automóveis e veículos de transporte pesado (enquanto a construção de mais uma ponte para atender parte da demanda vem sendo discutida) e ainda com as carroças piorando a situação.

Obviamente, o aproveitamento mais eficiente da plataforma de carga dos veículos auxilia na redução dos congestionamentos. Veículos mais compactos com uma melhor capacidade de manobra em espaços confinados agilizam significativamente as operações de carga e descarga, além de reduzir o tempo gasto com a procura de uma vaga para estacionamento, mas alguns como os triciclos são desincentivados por uma legislação arcaica que não os trata com a devida seriedade, demonstrando novamente a falta de comprometimento de grupos politiqueiros com o planejamento viário.

2 comentários:

  1. Aqui em São Paulo o CET só faz besteira parece que eles querem é tumultuar o trafico de veículos.
    È como vc disse cash-cow.

    Abraço

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  2. E aqui em Porto Alegre tem a EPTC que é uma verdadeira indústria de multas, fazem de tudo para atrapalhar a circulação de veículos e daí procurar pêlo em ovo para multar...

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