sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Bicicletas no trânsito: falta responsabilidade

Hoje, como foi a última sexta-feira do mês, aconteceu aquela manifestação de "cicloativistas", a infame "massa crítica", e eu acabei tendo o desprazer de encontrar essa desgraça a menos de 100 metros da minha residência. Próximo do 1º aniversário do atropelamento de alguns "cicloativistas" durante um evento semelhante quando o grupo ainda ficava mais restrito à Cidade Baixa, muita coisa mudou: brigadianos que poderiam estar dando porrada em ladrão e traficante acabam sendo deslocados para escoltar o grupo, que ainda é acompanhado por duas viaturas da EPTC (a CET portoalegrense, "responsável" por aumentar ainda mais o caos no trânsito visando à arrecadação através de uma verdadeira indústria de multas e cujos agentes são mais odiados que o ex-filho da p*** ex-juiz de futebol Carlos Eugênio Simon) na retaguarda fazendo a contenção para evitar que algum motorista mais impaciente repita o episódio que deu notoriedade ao "cicloativismo" em Porto Alegre.
Mas acaba faltando bom-senso da parte dos "cicloativistas" mais fanáticos, muitos simplesmente querem fazer com que os motoristas passem a ser os únicos responsáveis por garantir a integridade física de ciclistas no trânsito, deixando de lado uma condução defensiva que poderia evitar tragédias.

Eu tenho o costume de soltar o meu cachorro, mas com os transtornos que a "massa crítica" provoca no trânsito por desrespeitar à sinalização ficou difícil atravessar com segurança pela faixa de pedestres, apesar de alguns dos bicicleteiros ironizarem a situação dizendo a um idoso que também escapou de ser atropelado (com o semáforo indicando que os "cicloativistas" deveriam estar parados naquele momento) que "pode atravessar que aqui não é carro", e passando em meio aos baderneiros o cachorro acabou ficando um tanto assustado.
Os veículos motorizados de uso particular, apontados pelos "cicloativistas" como um problema, ao serem conduzidos de forma ordeira, não são uma incomodação como aquele agrupamento de bicicleteiros bloqueando totalmente a circulação de veículos motorizados. Nada impede, porém, os mesmos "cicloativistas" de conduzirem as bicicletas de forma ordeira e pacífica durante as rotinas diárias, até mesmo próximo aos veículos motorizados em algumas ruas onde a velocidade média do tráfego é mais baixa. Mas, a exemplo de muitos fanáticos religiosos, para um "cicloativista" o mais importante parece ser "empurrar" outras pessoas para aderirem à "causa" como se todos fossem obrigados a odiar automóveis.

A partir do momento que houver respeito pelas opiniões e preferências pessoais dos outros, é possível uma convivência pacífica no trânsito.

3 comentários:

  1. É o mesmo pensamento que eu tenho: se querem ser respeitados então que respeitem os demais e hajam como cidadãos de bem, e não como baderneiros. infelizmente a classe ciclística, que além de ser taxada como "pobre ou pé-rapado", ainda é encarado como um baderneiro sem noção.

    Como ciclista essas atitudes me revoltam! ¬¬"

    Abs
    Kiko Molinari - Carros Raros BR

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  2. É verdade Kiko, mas enquanto os "cicloativistas" ficarem tendo atitude de "gente diferenciada" ao invés de mostrar algum respeito e boa-vontade vão continuar fazendo com que a bicicleta não possa ser levada a sério.

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  3. A mi tambien no me gusta eso que hacen de imitar a la Critical Mass estadounidense. La bicicleta no es tan cómoda aun que el costo sea una ventaja para cortas distancias.

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