sábado, 8 de outubro de 2011

Adesivos de contato: muito além dos reparos emergenciais...

Não é difícil ver gambiarras feitas com adesivos de contato em carros velhos caindo aos pedaços, mas até dentro das fábricas esses materiais demonstram alguma utilidade. Com a procura por uma redução dos custos, os rebites e soldas vem perdendo espaço em algumas aplicações nas quais eram tidos como indispensáveis.
O uso mais intenso de plásticos e materiais compostos facilitou a aceitação dos adesivos de contato na montagem de componentes não-metálicos e a união dos mesmos à estrutura dos veículos, mas hoje até partes de metal recebem cola antes de serem encaixadas, reduzindo o custo de processos de soldagem e até tratamentos para prevenir a corrosão galvânica. Uma fábrica que constantemente tem recorrido a esse expediente é a Audi, famosa pelo uso intenso do alumínio em componentes estruturais.
Um dos casos mais conhecidos acaba sendo o do Audi TT, em que aços de diferentes especificações são unidos a ligas de alumínio por adesivos à base de epóxi, para conciliar leveza, rigidez torcional e absorção de impactos para manter a segurança no cockpit.
Outro modelo que recorre intensamente ao epóxi é o Audi R8, que usa resinas da marca Araldite, mais conhecida no mercado brasileiro pelos adesivos bicomponente de uso geral, para unir painéis de carroceria e fazer a saturação de peças elaboradas em fibra de carbono.
Ainda que o material acabe sendo constantemente associado ao uso em gambiarras, a própria indústria passou a considerá-lo extremamente vantajoso nessa época em que redução de custos é obsessão. Por não emitir tantos vapores tóxicos como algumas ligas usadas na solda demanda menos ventilação forçada no ambiente de trabalho, e ainda permite que uma quantidade menor do adesivo seja usada, o que além de reduzir o custo e o tempo de secagem aumenta a precisão no encaixe das peças. Não é à toa que o Tata Nano, concebido para ser o automóvel mais barato do mundo e concorrer com motocicletas e triciclos, acabou tendo eliminados diversos pontos de solda em favor de adesivos...

Hoje, é possível encontrar até mesmo restauradores de automóveis antigos que acabam recorrendo a adesivos para agilizar o serviço...

Entretanto, nem sempre o adesivo usado atende às especificações necessárias no que se refere à resistência a altas temperaturas, e acabam provocando incêndios. Um caso bastante comentado foi o da Ferrari 458 Italia, na qual o adesivo usado nos primeiros modelos para fixar o painel corta-fogo não suportava o intenso calor. Para contornar o vexame, a marca do cavallino rampante, tão idolatrada pelos fanáticos tifosi que a reputam uma imagem de excelência e supremacia, teve de fazer um recall e ainda recorrer ao uso de rebites metálicos em exemplares posteriores do modelo.

Outros segmentos já mostram uma maior experiência com os adesivos, sobretudo no setor de ônibus, em que os materiais compostos ganharam bastante espaço nas últimas décadas. Uma das vantagens de adesivos é a redução da transferência das vibrações à carroceria e até o nível de ruído interno, além de alguns adesivos modernos proporcionarem algum isolamento térmico (sobrecarregando menos o sistema de ventilação forçada, ou o ar condicionado quando disponível), melhorando o conforto para os passageiros e o operador.

Também se destaca o uso de adesivos de contato em carrocerias modulares de ambulâncias (as populares "ambulâncias tipo americano"), nas quais ainda se beneficia a higiene, pois com encaixes mais precisos entre os componentes sobra menos espaço para acumular detritos e favorecer a proliferação de microorganismos.

Na prática, apesar de serem mais lembrados na hora das emergências, os adesivos de contato acabam tendo uma participação mais importante no setor automotivo...

sábado, 1 de outubro de 2011

É hora de voltar às "carroças" de fibra???

Ainda sob impacto do aumento das alíquotas de IPI para veículos importados, isentando apenas os provenientes de Argentina e México com no mínimo 65% de "conteúdo regional" ou montados no Uruguai independentemente da origem das peças, comentários indignados durante conversas de botequim acabam se juntando a reflexões sobre como o mercado fechado antes de Fernando Collor de Melo assumir a presidência da república das bananas. Responsável pela abertura dos portos em 1990, o hoje senador dizia que por aqui só se fabricavam carroças, e alguns anos depois, em 1998, 6 anos após deixar a presidência, ao comparar o resultado da concorrência com os modelos mais modernos que vinham do exterior disse que a os carros brasileiros deixaram de ser carroças para se tornarem charretes.

Antes que Collor chegasse ao governo, havia uma restrição às importações iniciada em 1976, seguida por um período de grande criatividade na fabricação de veículos artesanais, e a fibra de vidro foi amplamente usada nas carrocerias dos mesmos. Houveram alguns modelos com motor Chevrolet em chassis próprios, principalmente caminhonetes e esportivos (até uma curiosa réplica do Corvette C4 que, devido à indisponibilidade de motores V8 da Chevrolet localmente, adotava um layout mecânico semelhante ao Corvette original de 1953, com motor de 6 cilindros em linha), mas a esmagadora maioria usava o chassi dos Volkswagen de motor boxer refrigerado a ar (ainda que outra minoria usavsse o motor Volkswagen EA-827, popularmente conhecido como AP, montado à frente com tração dianteira).

Mas houve o Gurgel Carajás fugindo a esse sistema e usando um "tubo de torque" para transmitir força do motor Volkswagen a um câmbio de Kombi montado na traseira.
Numa época em que modelos como o Mitsubishi Pajero e o Jeep Cherokee não estavam disponíveis, o utilitário classificado pela Gurgel como "social country" era objeto de desejo de alguns que não se satisfaziam com a brutalidade do Toyota Bandeirante.

Agora com um mercado consolidado e menos isolado dos avanços na indústria automobilística, o mercado brasileiro foi surpreso com uma medida que teoricamente serviria para garantir empregos locais, mas na prática acabou esfriando projetos de investimentos na abertura de novas fábricas. Uma das empresas que estava anunciando a instalação de uma fábrica em território brasileiro é a JAC Motors, que estava com uma política de preços tão agressiva que fez até a Ford diminuir a mordida no bolso margem de lucro em modelos como o Fiesta. Segundo o empresário Sérgio Habib, responsável pela reintrodução da Citroën no mercado brasileiro e atual representante da JAC, não será possível atender ao índice de nacionalização no prazo de 3 anos inicialmente estipulado, prevendo que em 2014 a cidade paulista de Jacareí estaria sediando uma fábrica da empresa chinesa. Realmente, ficaria um tanto difícil fazê-lo por métodos mais convencionais, mas me vem à lembrança a experiência da British Leyland na Venezuela, quando uma versão local do Mini foi produzida usando uma carroceria de fibra de vidro com subchassis de aço que agregavam os conjuntos de suspensão, motor e câmbio fabricados na Inglaterra.

 
Por aqui, a Puma chegou a cogitar seguir esse esquema em parceria com a Daihatsu, fornecendo carrocerias a serem equipadas com o conjunto mecânico do kei-car Mira (que durante os anos 90 foi oferecido como Daihatsu Cuore, usando carrocerias monobloco metálicas convencionais).

Sem dúvidas uma solução pouco ortodoxa a nível de modelos de produção em grande escala, ainda que tenha sido adotada até pela poderosa General Motors com a Chevrolet Lumina APV, equivalente às primeiras gerações de Pontiac Trans Sport e Oldsmobile Silhouette...

Ainda que tenha se retirado do mercado das "soccer-mom vans" em benefício de crossovers como a Captiva Sport que traz do México, a GM ainda usa do expediente da fibra de vidro no Corvette.

Sinceramente, levando em consideração que por aqui o Camaro acaba sendo um modelo de imagem, com mercado mais restrito, não me causaria tanta estranheza vê-lo em uma versão "fibrosa" para o mercado brasileiro, ainda que passasse a adotar soluções técnicas mais simples para atender de forma mais imediata o índice de nacionalização para escapar do aumento absurdo do IPI...
Francamente, eu devo confessar que não acharia ruim um Camaro atual com eixo traseiro rígido, como os modelos clássicos dos anos 60 - no mercado americano, o Mustang, principal rival do Camaro, ainda recorre a esse expediente, por exemplo. O maior problema seria a dificuldade em encontrar algum motor adequado à proposta de esportividade do modelo, considerando que não há mais nenhum carro nacional com motores que não sejam de 4 cilindros, ou seja, nem mesmo um "seis canecos" poderia fazer as honras - ainda que a GM brasileira produza um 2.0 turbo destinado à exportação, que em algumas versões conta até com injeção direta e chega a 260cv e com um torque comparável ao Vortec 4300 que era importado para equipar a Blazer e a S10 nas inesquecíveis versões V6, e considerando que modelos com cilindrada superior a 2.0L já são penalizados com uma alíquita mais alta de IPI tal opção acabaria não sendo tão inadequada... Para quem não abrisse mão de um motorzão V8, talvez tivesse que seguir o expediente usado nas Filipinas, onde o modelo foi montado a partir de kits CKD americanos pela Yutivo entre 1967 e 1969 oficialmente contando apenas com o "4100" na versão adaptada à gasolina de baixa octanagem que antecedeu o 250-S usado no Opala, mas alguns depois receberam motores V8 importados como "peças de reposição" para burlar a tributação local mais alta a modelos com motores de mais de 6 cilindros - entretanto, como o imposto lá era recolhido antes da montagem, logo quando os kits CKD eram desembarcados em Manila, tal truque era mais fácil de aplicar...

Hoje, após anos com um mercado que até tem algum acesso a tecnologias mais avançadas, mesmo que o custo esteja acima do que a maioria da população se dispõe a pagar por um automóvel (alguns por não terem condições, outros por preconceito contra tecnologias mais recentes), fica difícil aceitar a idéia de voltar às gambiarras com motor de Kombi (com todo respeito à "velha senhora")...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Motocicletas: versatilidade que beneficia operações policiais


Quando se fala em veículos de polícia no Brasil, o centro das atenções acaba sendo algum modelo mais convencional, ou então o blindado conhecido como "Caveirão", mas há um tipo de veículo que, apesar da simplicidade em comparação aos demais, é capaz de desempenhar importantes funções em aplicação tática quando uma maior agilidade se faz fundamental para o sucesso da operação.


Motocicletas: dotadas de uma manobrabilidade em espaços confinados que vem sendo bastante aproveitada para agilizar deslocamentos urbanos, com um custo operacional reduzido. Consideradas uma opção prática e eficiente para transporte individual ou de pequenas cargas nas cidades.

Em algumas localidades ainda existe o serviço conhecido como "moto-táxi", no qual uma motocicleta é usada para o transporte de passageiros, às vezes até mais de um, ameaçando a segurança. Um local em que o serviço se popularizou bastante foi no Rio de Janeiro, favorecido pela geografia das favelas. A vantagem em mobilidade proporcionada pela agilidade das motos é tamanha que, numa operação da Polícia Civil na Rocinha, a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) usou o serviço de mototaxistas para transportarem os agentes, numa situação análoga à Batalha de La Marne, na I Guerra Mundial, quando as tropas francesas se deslocaram de Paris até o front de batalha a bordo de táxis.

Entretanto, exigem alguma habilidade na pilotagem, por se manterem constantemente em equilíbrio precário. Por tal razão eu não costumo ser favorável ao transporte de passageiros nesse tipo de veículo.
Um equipamento OBRIGATÓRIO é o capacete, e outros são extremamente recomendados como luvas, calça comprida, camisa de manga longa e calçados fechados. Joelheiras, caneleiras e cotoveleiras são menos comuns, exceto entre os entusiastas de motos esportivas de alto desempenho ou em aplicações militares.

Ainda que o grande público desconheça, motocicletas tem aplicação militar a um longo tempo. Hoje existem até modelos especiais para tal finalidade, incluindo versões movidas a diesel, em conformidade com a padronização promovida pela OTAN nas características técnicas das frotas militares dos países signatários.

Numa época em que veículos convencionais com tração nas 4 rodas eram raros, pesados, com um custo absurdamente superior e confiabilidade limitada, a leveza das motocicletas fez com que tivessem as mais variadas aplicações militares, tendo servido até como ambulância na I Guerra Mundial.



Mesmo nos dias de hoje, existem motos com uma capacidade de incursão por terrenos hostis superior à maioria dos automóveis. Bastante apreciadas para o uso recreativo off-road, também encontram uma boa receptividade em zonas urbanas com uma malha viária em precário estado de manutenção devido ao curso de suspensão proporcionar mais conforto e segurança em meio às irregularidades da pavimentação. A maior simplicidade mecânica reflete em confiabilidade em incursões mais radicais em áreas remotas...


Levando em consideração tais qualidades, não é de se estranhar a presença de motos nas frotas policiais, principalmente modelos de uso misto como a Yamaha XT 225. Proporcionando alguma agilidade aos patrulheiros em áreas urbanas com elevado fluxo de veículos e pedestres mesmo quando fica difícil para os motoristas de outros veículos abrirem caminho para que o deslocamento emergencial possa transcorrer com mais segurança, ainda são aptas a operar em ambientes mais extremos de zonas rurais e reservas ambientais.

Ainda que eu não seja tão favorável ao transporte de passageiros numa moto, acredito que para policiamento a presença de um "co-piloto" experiente e bem treinado possa trazer bons resultados. Tal expediente é adotado pela Philippine National Police (Polícia Nacional das Filipinas), favorecendo a resposta tática.

Não recomendo que o vídeo abaixo seja assistido por pessoas sensíveis a imagens classificadas como violentas, mas tem algumas cenas interessantes sobre o treinamento dos policiais motociclistas em Manila.
Apesar de não ter espaço para transportar suspeitos detidos para averiguação, facilita com que a ocorrência seja atendida com mais rapidez enquanto uma viatura maior vá se deslocando ao local.

Apesar de ser um veículo que acaba apresentando alguns riscos a mais para o condutor em comparação com um automóvel convencional ou um triciclo de cabine fechada, as motocicletas acabam por ser um recurso técnico extremamente útil ao policiamento tático e reforçando uma presença ostensiva mais intensa.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Refrigeração a ar: simples, funcional e mais "verde" do que se possa supor...

 Ainda que a nível mundial hoje estejam mais restritos a alguns utilitários pesados com motores do ciclo Diesel, a refrigeração a ar acaba apresentando algumas vantagens que infelizmente são
tratadas com algum descaso por parte do consumidor brasileiro...

Desde 2005, quando a "velha senhora" Kombi passou a ser equipada com o motor Volkswagen EA-111 de refrigeração líquida, não há no mercado brasileiro nenhum veículo 0km oferecido regularmente com motor refrigerado a ar, excetuando alguns modelos artesanais com o motor boxer da Volkswagen, sobretudo buggies e réplicas de roadsters dos anos 50 como o Porsche 356.
Além da presença de uma grade de radiador com aspecto visual discutível, o som característico do clássico propulsor refrigerado a ar se perdeu. O ruído do EA-111 chega a soar desagradável. Ao ver uma Kombi com o motor em alta rotação para subir num viaduto próximo à minha residência, o barulho fazia parecer que o veículo estava a soltar um longo pum mesmo com o escapamento original sem nenhuma "fart can"...
Agora mais restrita aos segmentos de base do mercado motociclístico, a refrigeração a ar perdeu espaço nos automóveis sob alegações referentes a um maior nível de ruídos e emissões de gases poluentes. Entretanto, há de se levar em conta que tais afirmações acabam sendo uma meia-verdade. A presença de galerias de arrefecimento preenchidas com um líquido acabam por conter parte do ruído, e auxiliando na estabilização da temperatura ao permitir que uma restrição de fluxo seja mantida por meio de válvulas termostáticas. Na teoria, o controle de temperatura mais preciso proporcionado pela refrigeração líquida auxilia na prevenção da pré-ignição quando se tem taxas de compressão mais elevacas. Na prática, o próprio óleo lubrificante pode colaborar na regulação térmica, tanto que na própria Kombi e no Volkswagen Sedan (o eterno Fusca), entre outros modelos com a mesma base mecânica, havia um radiador de óleo.
Não seria sensato restringir o fluxo do lubrificante, forçando alguns componentes do motor a trabalharem "secos" com mais atrito, desperdiçando energia térmica e provocando desgaste acentuado, mas não é impossível obstruir parcialmente a superfície de contato no próprio radiador de óleo por meio de restritores retráteis, semelhantes a uma cortina persiana doméstica.
E hoje com a moda dos biocombustíveis, sobretudo o etanol, a alegada agilidade proporcionada pela refrigeração líquida facilitando o ajuste da temperatura para uma estabilização mais imediata da marcha-lenta é constantemente citada. No entanto, com todos os refinamentos alcançados pelos sistemas de injeção e ignição eletrônicos já é possível obter sensíveis melhorias na estabilização da marcha-lenta com combustíveis alternativos em motores refrigerados a ar, como o que equipa as motocicletas Honda CG 150 (líder do mercado brasileiro) e NXR 150 Bros nas versões com sistema bicombustível funcionando com etanol e gasolina puros ou misturados em qualquer proporção.

Ainda, ao levar em conta o caso de sistemas mais avançados como a injeção direta, como usado na Chevrolet Captiva Sport, é eliminado o problema de variações excessivas na temperatura do coletor de admissão, que em contato com alguns combustíveis como o gás metano (popularmente conhecido como "gás natural") e o etanol apresenta uma tendência maior ao congelamento (tanto que em alguns veículos antigos movidos somente a etanol algumas galerias de arrefecimento passavam pelo coletor, para que a água aquecida pelo motor auxiliasse na redução de tal fenômeno).

Passando a considerar o aspecto ecológico, já tem a vantagem de não demandar o líquido de arrefecimento, geralmente uma mistura de água com algum aditivo químico (entre os quais se destaca o etilenoglicol), e por conseguinte a reciclagem de tal mistura ao atingir o fim da vida útil no motor. Considerando ainda a negligência tão comum em oficinas e estações de serviço brasileiras, poderia ser considerado ainda mais um eventual risco de contaminação de solo e lençol freático.
Considerando a utilização de alguns veículos Volkswagen para a prática recreativa de off-road, além da questão ambiental, entra a vantagem de estar eliminada uma complicação mecânica a mais.

Como se pode ver, apesar de estar rotulada como obsoleta, a refrigeração a ar ainda tem qualidades que podem atender bem a diversos segmentos do mercado automotivo...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Fotografia: mesmo com recursos técnicos limitados é possível obter boas imagens

Mesmo com equipamentos simples como uma câmera com resolução de míseros 2 megapixels já é possível conseguir umas boas fotos.

Um cenário pode fazer a diferença, destacando o objeto a ser retratado. Alguns elementos podem acabar desviando um pouco da atenção, mas o enquadramento faz a diferença...

Num retrato a expressão é essencial. Os olhos merecem destaque para enfatizar a humildade.

Outros podem se destacar pela força e distinção.
Há quem prefira a serenidade e falta de preocupações...

Eventualmente a natureza pode nos brindar com efeitos especiais, como o reflexo das rodas projetado na água da chuva retida na calçada.

Outras vezes é possível aproveitar o encontro de duas obras da engenhosidade humana, como esse belo exemplar da 2ª geração do Honda Legend, que une imponência e elegância na carroceria coupè. Apesar de não corresponder à atual geração do sedan, a composição com o cenário no qual predomina o vidro azul transmite um ar solene e atemporal.

Com o Volvo NL12 não é tão diferente, próximo a luxuosos e modernos edifícios a força bruta realçada pelo porte avantajado se destaca.

 Enquanto o "Mercedão" LS-1634 mostra a vocação para o trabalho, devidamente "uniformizado".

Alguns recursos como o zoom digital podem gerar distorções, agravadas pela maior sensibilidade a movimentos da câmera, como nesse retrato do Chevrolet Volt. Entretanto, há quem aprecie o efeito, exatamente por transmitir uma sensação maior de movimento...

Há quem prefira apreciar os detalhes com mais calma, como que vendo o tempo passar sem pressa. No caso desse simpático Volkswagen 1600 "Zé do Caixão", o tempo vem deixando suas marcas...

Outros, como o Nissan Leaf, reforçam o contraste entre o natural e o artificial num cenário que concilia o verde com o arrojado azul metálico das vidraças de um moderno edifício comercial...


Ser bisneto de fotógrafo profissional faz alguma diferença? Talvez...